Influenciadora digital está presa por suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa
Fabio Diamante, Robinson Cerantula
Influencer e advogada Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram
A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra Santos e de outros cinco réus investigados por lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão é da 3ª Vara de Presidente Venceslau e foi assinada pelo juiz Matheus Aquino Pirola Kruger.
Além de Deolane, permanecem com a prisão preventiva mantida Marco Willians Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Everton de Sousa, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
O juiz analisou a necessidade de manutenção das prisões após o prazo de 90 dias previsto no Código de Processo Penal para a revisão das custódias preventivas. Segundo a decisão, o prazo não provoca a soltura automática dos acusados. É necessário avaliar se continuam presentes os indícios de autoria, materialidade e, principalmente, o risco decorrente da liberdade dos réus.
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De acordo com a decisão, relatórios do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), da Polícia Civil de São Paulo, e informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram movimentações milionárias por meio de depósitos fracionados, empresas de fachada, interpostas pessoas e instituições de pagamento.
O juiz considerou ainda que os fundamentos que levaram à prisão continuam atuais porque, segundo ele, os crimes investigados teriam natureza permanente. A decisão afirma que a estrutura financeira atribuída aos denunciados teria continuado a se desenvolver, inclusive com planos de internacionalização societária e reorganização patrimonial.
Em relação a Marco Willians e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, a decisão afirma que há elementos que os vinculam à cúpula da organização criminosa e ao controle de fato da chamada Transportadora Lado a Lado - usada como ponto de partida para a lavagem de dinheiro.
O juiz cita conversas extraídas de um celular apreendido e manuscritos encontrados na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo a decisão, mesmo após a transferência dos irmãos para o sistema penitenciário federal, eles continuariam exercendo influência sobre subordinados e sobre negócios utilizados, de acordo com a acusação, para a lavagem de dinheiro.
O juiz também manteve a prisão preventiva de Everton de Sousa, conhecido como “Player” e “Temer”. Segundo a decisão, ele teria exercido uma função de intermediador financeiro e de fiscalização dentro da estrutura investigada.
Justiça mantém prisão de Deolane BezerraInfluenciadora digital está presa por suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosaBrasil2026-08-27T16:06:09.385ZA Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra Santos e de outros cinco réus investigados por lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão é da 3ª Vara de Presidente Venceslau e foi assinada pelo juiz Matheus Aquino Pirola Kruger. Além de Deolane, permanecem com a prisão preventiva mantida Marco Willians Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Everton de Sousa, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. O juiz analisou a necessidade de manutenção das prisões após o prazo de 90 dias previsto no Código de Processo Penal para a revisão das custódias preventivas. Segundo a decisão, o prazo não provoca a soltura automática dos acusados. É necessário avaliar se continuam presentes os indícios de autoria, materialidade e, principalmente, o risco decorrente da liberdade dos réus. De acordo com a decisão, relatórios do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), da Polícia Civil de São Paulo, e informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram movimentações milionárias por meio de depósitos fracionados, empresas de fachada, interpostas pessoas e instituições de pagamento. O juiz considerou ainda que os fundamentos que levaram à prisão continuam atuais porque, segundo ele, os crimes investigados teriam natureza permanente. A decisão afirma que a estrutura financeira atribuída aos denunciados teria continuado a se desenvolver, inclusive com planos de internacionalização societária e reorganização patrimonial. Irmãos Camacho Em relação a Marco Willians e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, a decisão afirma que há elementos que os vinculam à cúpula da organização criminosa e ao controle de fato da chamada Transportadora Lado a Lado - usada como ponto de partida para a lavagem de dinheiro. O juiz cita conversas extraídas de um celular apreendido e manuscritos encontrados na Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo a decisão, mesmo após a transferência dos irmãos para o sistema penitenciário federal, eles continuariam exercendo influência sobre subordinados e sobre negócios utilizados, de acordo com a acusação, para a lavagem de dinheiro. O juiz também manteve a prisão preventiva de Everton de Sousa, conhecido como “Player” e “Temer”. Segundo a decisão, ele teria exercido uma função de intermediador financeiro e de fiscalização dentro da estrutura investigada.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/justica-mantem-prisao-de-deolane-bezerra
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