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Justiça mantém prisão de envolvidos em espancamento no Rio

Cláudio Rafael Landeir foi espancado em Copacabana, confundido com um ladrão, e morreu no hospital; 4 envolvidos na ação foram identificados e estão presos

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Cláudio Rafael Landeira foi espancado e morreu em Copacabana | Reprodução/Redes sociais

Cláudio Rafael Landeira foi espancado e morreu em Copacabana | Reprodução/Redes sociais

O juiz Rafael de Almeida Rezende manteve a prisão temporária de Jorge Luiz Ricardo Dias e Davi Santos Machado neste sábado (22). Os dois são investigados pelo homicídio de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, espancado até a morte em 12 de agosto, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.

Outros dois envolvidos no crime, os entregadores Ailton José da Silva e Felipe Eduardo dos Santos Silva, já foram reconhecidos e presos pela polícia.

Na decisão após audiência de custódia de Jorge e Ricardo, o magistrado considerou que os mandados de prisão foram expedidos de forma regular e seguem dentro do prazo de validade. Segundo o juiz, os fundamentos que motivaram a decretação das prisões temporárias continuam válidos.

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Os entregadores Ailton e Felipe ainda não foram submetidos à audiência de custódia. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), existe a possibilidade de os procedimentos ocorrerem neste domingo (23).

O caso

Cláudio Rafael Landeiro, que possuía deficiência cognitiva, foi agredido durante a madrugada, após ser apontado por um segurança de ter furtado uma bicicleta. No entanto, a vítima estava com a bicicleta da irmã. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele foi agredido com socos, chutes e pauladas por cerca de sete minutos.

O rapaz chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos provocados por traumatismo craniano e hemorragia interna.

As imagens mostraram Cláudio saindo de um prédio na Rua Barata Ribeiro com a bicicleta pouco antes das agressões. De acordo com relatos, um segurança do local teria questionado se o veículo pertencia a ele. O segurança, Davi Santos Machado, afirmou que Cláudio teria respondido que a bicicleta não era dele. Ele disse que reteve o veículo e que só o entregaria quando o suposto proprietário chegasse.

Na sequência, entregadores chegaram ao local. Cláudio foi abordado pelo grupo e agredido brutalmente.

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