IBGE volta a usar o termo favela no Censo após mais de 50 anos
Instituto substituiu expressão "aglomerados subnormais", usada nos últimos anos, após debate com movimentos sociais
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Emanuelle Menezes
23/01/2024, 21:04 • Atualizado em 23/01/2024, 21:04
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Favela | Fernando Frazão/Agência Brasil
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta terça-feira (23) que vai passar a usar a denominação "favelas e comunidades urbanas brasileiras" para se referir a esses locais em pesquisas como o Censo. O termo vai substituir a expressão "aglomerados subnormais", utilizada pelo instituto nos últimos anos.
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A mudança, depois de mais de 50 anos, acontece após debates com moradores, movimentos sociais, comunidade acadêmica e órgãos governamentais. De acordo com o chefe do setor de Territórios Sociais do IBGE, Jaison Luis Cervi, o termo favela tem aceitação unânime e está vinculado à reivindicação histórica por reconhecimento e identidade dos movimentos populares.
"A nova nomenclatura foi escolhida a partir de estudos técnicos e de consultas a diversos segmentos sociais, visando garantir que a divulgação dos resultados do Censo 2022 seja realizada a partir da perspectiva dos direitos constitucionais fundamentais da população à cidade”, disse Cayo de Oliveira Franco, Coordenador de Geografia da Diretoria de Geociências do IBGE.
O complemento "comunidades urbanas" foi acrescentado já que há áreas em que o termo "favela" é preterido. São usados, no lugar: quebrada, comunidade, baixadas, vilas, palafitas, malocas.
A divulgação do Censo 2022 será realizada no segundo semestre deste ano. Segundo a prévia, o Brasil tem mais de 10 mil favelas e comunidades urbanas, em que vivem 16,6 milhões de pessoas (8% da população brasileira).
Saiba quais são as 20 maiores favelas do país por número de domicílios:
1. Sol Nascente, Brasília (DF): 32.081 domicílios
2. Rocinha, Rio de Janeiro (RJ): 30.955 domicílios
3. Rio das Pedras, Rio de Janeiro (RJ): 27.573 domicílios
4. Beiru, Tancredo Neves: Salvador (BA): 20.210 domicílios
5. Heliópolis, São Paulo (SP): 20.016 domicílios
6. Paraisópolis, São Paulo (SP): 18.912 domicílios
7. Pernambués, Salvador (BA): 18.662 domicílios
8. Coroadinhoa, São Luís (MA): 18.331 domicílios
9. Cidade de Deus/Alfredo Nascimento, Manaus (AM): 17.721 domicílios
10. Comunidade São Lucas, Manaus (AM): 17.666 domicílios
11. Baixada da Estrada Nova Jurunas, Belém (PA): 15.601 domicílios
12. Alto Santa Teresina – Morro de Hemeterio – Skylab-Alto Zé Bon, Recife (PE): 13.040 domicílios
14. Jacarezinho, Rio de Janeiro (RJ): 12.136 domicílios
15. Valéria, Salvador (BA): 12.072 domicílios
16. Baixadas da Condor, Belém (PA): 11.462 domicílios
17. Bacia do Una-Pereira, Belém (PA): 11.453 domicílios
18. Zumbi dos Palmares/Nova Luz, Manaus (AM): 11.326 domicílios
19. Santa Etelvina, Manaus (AM): 10.460 domicílios
20. Cidade Olímpica, São Luís (MA): 10.378 domicílios
IBGE volta a usar o termo favela no Censo após mais de 50 anosInstituto substituiu expressão "aglomerados subnormais", usada nos últimos anos, após debate com movimentos sociaisBrasil2024-01-23T21:04:26.564ZO Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta terça-feira (23) que vai passar a usar a denominação "favelas e comunidades urbanas brasileiras" para se referir a esses locais em pesquisas como o Censo. O termo vai substituir a expressão "aglomerados subnormais", utilizada pelo instituto nos últimos anos. A mudança, depois de mais de 50 anos, acontece após debates com moradores, movimentos sociais, comunidade acadêmica e órgãos governamentais. De acordo com o chefe do setor de Territórios Sociais do IBGE, Jaison Luis Cervi, o termo favela tem aceitação unânime e está vinculado à reivindicação histórica por reconhecimento e identidade dos movimentos populares. "A nova nomenclatura foi escolhida a partir de estudos técnicos e de consultas a diversos segmentos sociais, visando garantir que a divulgação dos resultados do Censo 2022 seja realizada a partir da perspectiva dos direitos constitucionais fundamentais da população à cidade”, disse Cayo de Oliveira Franco, Coordenador de Geografia da Diretoria de Geociências do IBGE. O complemento "comunidades urbanas" foi acrescentado já que há áreas em que o termo "favela" é preterido. São usados, no lugar: quebrada, comunidade, baixadas, vilas, palafitas, malocas. A divulgação do Censo 2022 será realizada no segundo semestre deste ano. Segundo a prévia, o Brasil tem mais de 10 mil favelas e comunidades urbanas, em que vivem 16,6 milhões de pessoas (8% da população brasileira). Saiba quais são as 20 maiores favelas do país por número de domicílios: 1. Sol Nascente, Brasília (DF): 32.081 domicílios 2. Rocinha, Rio de Janeiro (RJ): 30.955 domicílios 3. Rio das Pedras, Rio de Janeiro (RJ): 27.573 domicílios 4. Beiru, Tancredo Neves: Salvador (BA): 20.210 domicílios 5. Heliópolis, São Paulo (SP): 20.016 domicílios 6. Paraisópolis, São Paulo (SP): 18.912 domicílios 7. Pernambués, Salvador (BA): 18.662 domicílios 8. Coroadinhoa, São Luís (MA): 18.331 domicílios 9. Cidade de Deus/Alfredo Nascimento, Manaus (AM): 17.721 domicílios 10. Comunidade São Lucas, Manaus (AM): 17.666 domicílios 11. Baixada da Estrada Nova Jurunas, Belém (PA): 15.601 domicílios 12. Alto Santa Teresina – Morro de Hemeterio – Skylab-Alto Zé Bon, Recife (PE): 13.040 domicílios 13. Assentamento Sideral, Belém (PA): 12.177 domicílios 14. Jacarezinho, Rio de Janeiro (RJ): 12.136 domicílios 15. Valéria, Salvador (BA): 12.072 domicílios 16. Baixadas da Condor, Belém (PA): 11.462 domicílios 17. Bacia do Una-Pereira, Belém (PA): 11.453 domicílios 18. Zumbi dos Palmares/Nova Luz, Manaus (AM): 11.326 domicílios 19. Santa Etelvina, Manaus (AM): 10.460 domicílios 20. Cidade Olímpica, São Luís (MA): 10.378 domicíliosSão PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ibge-volta-a-usar-o-termo-favela-no-censo-apos-mais-de-50-anos