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Greve dos trens segue e ferroviários dão prazo a Tarcísio

Paralisação ocorre em meio à concessão das linhas; categoria cobra garantia de empregos e governo afirma que movimento prejudica passageiros

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Vicklin Moraes, Julia Vilela
CPTM | Divulgação/Governo de São Paulo

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A paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), continua na tarde desta terça-feira (4). O movimento foi aprovado em assembleia pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil e ocorre em meio ao processo de concessão das linhas à iniciativa privada. Em assembleia realizada às 17h, os ferroviários estabeleceram prazo para que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se pronuncie, com término às 18h48; o governo não se pronunciou oficialmente até o momento.

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Com a greve, a CPTM opera de forma parcial. Na Linha 11-Coral, os trens circulam entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. O restante do trajeto está sendo atendido por ônibus do sistema PAESE, disponíveis em frente às estações.

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Na Linha 12-Safira, a circulação ocorre com maiores intervalos entre as estações Brás e Engenheiro Goulart, também com reforço de ônibus do PAESE.

Já na Linha 13-Jade, os trens operam com intervalos ampliados entre Engenheiro Goulart e Aeroporto-Guarulhos, com atendimento complementar por ônibus.

O principal motivo apontado pela categoria é a ausência de garantia formal de manutenção dos empregos após a concessão das linhas.

Por sua vez, a gestão do governador Tarcísio de Freitas afirma que apresentou compromissos durante as negociações e avalia que a paralisação prejudica milhares de passageiros.

Segundo os ferroviários, a principal preocupação é o futuro dos cerca de 4.700 empregados da CPTM. Apenas parte dos trabalhadores das linhas concedidas foi absorvida pela concessionária responsável, enquanto a estatal conduz um programa de desligamento voluntário e reestruturação do quadro.

A concessionária informa ter cerca de 2.400 colaboradores, sendo aproximadamente 2.100 dedicados à operação e manutenção. Desse total, cerca de 11% são ex-funcionários da CPTM.

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