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Greve da CPTM: Justiça exige 80% da frota no horário de pico

TRT determinou operação mínima e fixou multa diária de R$ 400 mil em caso de descumprimento

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Agência SBT, Antonio Souza
Trem da CPTM | Reprodução

Trem da CPTM | Reprodução

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou nesta segunda-feira (3) que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) diante da paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

O tribunal determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o sindicato responsável pela greve poderá ser multado em R$ 400 mil por dia.

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A paralisação foi aprovada pelo Sindicato dos Ferroviários Central do Brasil e deve afetar a circulação dos trens a partir desta terça-feira (4).

Sindicato cobra garantia de empregos

A categoria afirma que a greve ocorre por causa da falta de garantias de emprego após a concessão das linhas à iniciativa privada.

Entre as reivindicações estão:

  • Manutenção dos postos de trabalho na CPTM;
  • Apoio ao Projeto de Lei 730/2025, em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo;
  • Cancelamento da concessão da Trivia Trens;
  • Retorno definitivo das linhas à administração da CPTM;
  • Adoção de medidas para preservar os empregos durante a transferência da operação.

Governo cita propostas para trabalhadores

A CPTM e o Governo de São Paulo lamentaram a decisão do sindicato e afirmaram que a paralisação prejudica trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário.

O governo declarou que mantém o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de interesse da categoria.

Entre as propostas apresentadas estão a possibilidade de absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

Outras linhas devem operar normalmente

As linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, concedidas à iniciativa privada, além da linha 10-Turquesa, devem funcionar normalmente.

O sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias, também deve operar sem alterações.

Para as demais linhas da CPTM, foi acionado um plano de contingência com o objetivo de reduzir os impactos da paralisação.

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