Furto de veículos: facilidade para abrir portões assusta moradores em SP
Casos se multiplicam em cidades paulistas; veículos são levados de casas e até mesmo de garagens de prédios
Simone Queiroz
A facilidade com que os criminosos abrem os portões de garagens tem assustado moradores de cidades paulistas. Eles levam o que encontram, até em prédios.
Em todo o estado, de janeiro a novembro do ano passado, foram mais de 3 mil furtos de veículos em garagens. O número representa aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2024, uma média de nove furtos por dia.
O portão da casa do Guilherme Santana, que mora no Campo Limpo, na capital paulista, é manual. Ele precisa sair da moto para abrir e fechar, o que aumenta a sensação de insegurança, principalmente durante a madrugada. "Especialmente de madrugada, que a gente chega tarde do serviço. A gente fica preocupado, né?", relata.
Os portões eletrônicos, acionados com controle remoto, são considerados mais seguros, mas também podem falhar. Foi o que aconteceu na casa do Rubens dos Santos, eletricista, que mora em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. A moto ficava na garagem, um modelo que custa 21 mil reais e não tinha seguro.
O furto aconteceu há poucos dias. Ao acordar de manhã, veio a surpresa. "Eu ia sair com a moto quando me deparei no corredor e não havia a moto. Aí eu acionei o meu controle e meu portão não subiu, não abriu o portão. Os ladrões arrombaram e levaram mei meio de transporte", conta Rubens.
O que pouca gente sabe é que existe uma peça que pode aumentar a segurança dos portões: a trava magnética. "Ela é acionada no mesmo momento, da mesma forma, no controle. Quando você aciona, a trava recolhe e levanta o portão. Depois que entrou e finalizou a entrada, o portão fecha e a trava aciona. Não deixa abrir de jeito nenhum", explica Wellington Braga, serralheiro, especialista em portões eletrônicos.
O preço da trava gira em torno de R$ 500. Outros itens também dificultam a ação dos ladrões, como alarme e câmeras de segurança. Um portão completo, com todos os acessórios de proteção, pode custar entre 8 e 10 mil reais.
É isso que o Rubens, que teve a moto furtada, pretende providenciar. "Eu vou procurar colocar travas no portão, câmeras, para inibir mais. Não que proteja totalmente, mas para a gente ter algum material na mão", afirma.









