Família diz que morte de capitã da PM poderia ser evitada
Parentes afirmam que nunca aprovaram o relacionamento com o sargento preso por suspeita de feminicídio em BH; PM foi enterrada nesta quarta-feira (22)
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SBT Brasil
A família da capitã da Polícia Militar Michele Leão de Azevedo, de 41 anos, afirma que nunca aprovou o relacionamento dela com o sargento Eduardo Abner.
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Em entrevista ao jornalismo do SBT, parentes disseram que o casal mantinha uma relação conturbada, marcada por discussões frequentes, e acreditam que a morte da policial poderia ter sido evitada.
Michele foi sepultada nesta terça-feira (22), em Belo Horizonte, sob forte comoção de familiares, amigos e colegas de farda. Na corporação desde 2004, ela deixa um filho de 10 anos.
Perícia encontrou indícios de violência
A investigação teve início depois que a médica responsável pelo atendimento identificou sinais de violência incompatíveis com um acidente e acionou a polícia. A vítima apresentava diversas lesões pelo corpo, um corte profundo na testa e traumatismo craniano.
Em depoimento, o sargento afirmou que o casal havia participado de uma festa, consumido bebidas alcoólicas e drogas e mantido uma relação sexual com "espancamento consensual". A versão, porém, é investigada pela Polícia Civil.
No apartamento onde os dois moravam, a perícia apreendeu um pedaço de madeira semelhante a um cabo de vassoura quebrado, com manchas de sangue, além de roupas de cama que estavam sendo lavadas na máquina.
Suspeito tem antecedentes por violência contra mulheres
Além da suspeita de feminicídio, Eduardo Abner também foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Segundo a Polícia Militar, ele teria descartado 18 comprimidos de ecstasy em uma lixeira do hospital.
Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva. A defesa informou que pretende recorrer para que o policial responda ao processo em liberdade.
O histórico funcional do sargento também é alvo de atenção na investigação. Antes de ingressar na Polícia Militar, ele chegou a ser impedido de assumir o cargo por ter sido apreendido quando adolescente com quatro armas de fogo, mas foi reintegrado após decisão judicial. Já como policial, acumulou registros de violência doméstica contra duas ex-namoradas, em 2014 e 2016, além de ter sido preso por embriaguez ao volante em 2023.
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da morte da capitã, tratada como suspeita de feminicídio.
Família diz que morte de capitã da PM poderia ser evitadaParentes afirmam que nunca aprovaram o relacionamento com o sargento preso por suspeita de feminicídio em BH; PM foi enterrada nesta quarta-feira (22)Brasil2026-07-23T01:08:47.494ZA família da capitã da Polícia Militar Michele Leão de Azevedo, de 41 anos, afirma que nunca aprovou o relacionamento dela com o sargento Eduardo Abner. pelo próprio Eduardo, que acabou preso em flagrante por suspeita de feminicídio. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em entrevista ao jornalismo do SBT, parentes disseram que o casal mantinha uma relação conturbada, marcada por discussões frequentes, e acreditam que a morte da policial poderia ter sido evitada. Michele foi sepultada nesta terça-feira (22), em Belo Horizonte, sob forte comoção de familiares, amigos e colegas de farda. Na corporação desde 2004, ela deixa um filho de 10 anos. Perícia encontrou indícios de violência A investigação teve início depois que a médica responsável pelo atendimento identificou sinais de violência incompatíveis com um acidente e acionou a polícia. A vítima apresentava diversas lesões pelo corpo, um corte profundo na testa e traumatismo craniano. Em depoimento, o sargento afirmou que o casal havia participado de uma festa, consumido bebidas alcoólicas e drogas e mantido uma relação sexual com "espancamento consensual". A versão, porém, é investigada pela Polícia Civil. No apartamento onde os dois moravam, a perícia apreendeu um pedaço de madeira semelhante a um cabo de vassoura quebrado, com manchas de sangue, além de roupas de cama que estavam sendo lavadas na máquina. + Suspeito tem antecedentes por violência contra mulheres Além da suspeita de feminicídio, Eduardo Abner também foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Segundo a Polícia Militar, ele teria descartado 18 comprimidos de ecstasy em uma lixeira do hospital. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva. A defesa informou que pretende recorrer para que o policial responda ao processo em liberdade. O histórico funcional do sargento também é alvo de atenção na investigação. Antes de ingressar na Polícia Militar, ele chegou a ser impedido de assumir o cargo por ter sido apreendido quando adolescente com quatro armas de fogo, mas foi reintegrado após decisão judicial. Já como policial, acumulou registros de violência doméstica contra duas ex-namoradas, em 2014 e 2016, além de ter sido preso por embriaguez ao volante em 2023. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da morte da capitã, tratada como suspeita de feminicídio.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/familia-diz-que-morte-de-capita-da-pm-poderia-ser-evitada
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