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Brennand é condenado a 34 anos por crimes contra ex

Empresário foi condenado por obrigar vítima a tatuar suas iniciais e divulgar vídeo íntimo de estupro

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SBT News
16/07/2026, 01:20 • Atualizado em 16/07/2026, 02:55
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Brennand é condenado a 34 anos por crimes contra ex

A Justiça de São Paulo condenou o empresário Thiago Brennand a 34 anos, 9 meses e 4 dias de prisão por uma série de crimes praticados contra uma ex-companheira. Entre as condenações estão estupro, divulgação de vídeo íntimo sem consentimento e constrangimento ilegal.

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A sentença também reconheceu que a vítima foi obrigada a tatuar as iniciais do empresário no próprio corpo sob violência, ameaças e controle exercido durante o relacionamento.

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A decisão foi proferida nesta quarta-feira (15) pela 1ª Vara de Porto Feliz, no interior de São Paulo. Brennand foi absolvido de parte das acusações, como cárcere privado, tortura e alguns dos episódios de estupro narrados na denúncia.

A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. Atualmente, Brennand já está preso na Penitenciária II de Tremembé, no interior paulista, onde cumpre pena por outras condenações relacionadas a crimes sexuais.

Justiça reconhece que vítima foi forçada a fazer tatuagem

Um dos trechos de maior impacto da sentença trata da tatuagem imposta à vítima. Segundo a decisão, Thiago Brennand determinou que as iniciais de um antigo companheiro da mulher fossem cobertas por uma tatuagem com as suas próprias iniciais.

De acordo com o juiz, a vítima recusou o procedimento diversas vezes, mas acabou cedendo em razão das ameaças e do contexto de violência psicológica e física imposto pelo empresário. A sentença afirma que ela foi surpreendida ao encontrar um tatuador na residência de Brennand e submetida ao procedimento sob forte intimidação.

O magistrado também menciona que funcionários do empresário presenciaram as recusas da vítima antes da realização da tatuagem.

Estupros e divulgação de vídeo íntimo motivaram condenação

A Justiça condenou Brennand por dois crimes de estupro, entendendo que a vítima foi obrigada a manter relações sexuais mediante violência e grave ameaça em um contexto de violência doméstica.

O empresário também foi responsabilizado por registrar um ato sexual sem autorização e divulgar um vídeo contendo cena de estupro sem o consentimento da vítima. Segundo a sentença, a divulgação causou graves danos à imagem e à vida pessoal da mulher.

Além disso, Brennand foi condenado por coação no curso do processo, ao tentar intimidar a vítima durante as investigações, e por constrangimento ilegal, por obrigá-la, mediante violência e ameaças, a praticar atos contra sua vontade.

Parte das acusações foi rejeitada pela Justiça

Embora tenha considerado comprovados diversos crimes, o juiz concluiu que não havia provas suficientes para condenar o empresário por todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público.

Por esse motivo, Thiago Brennand foi absolvido das acusações de cárcere privado, tortura e de parte dos crimes sexuais descritos na denúncia. A sentença também determina que seja descontado da pena o período em que ele permanece preso desde abril de 2023.

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