Morte em massa dos animais, conhecidos como “sentinelas das águas”, sinaliza desequilíbrios nos habitats
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com informações do Portal Norte
30/09/2024, 18:31 • Atualizado em 30/09/2024, 18:31
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Morte de botos indica desequilíbrio ecológico. | Miguel Monteiro/Instituto Mamirauá
O número de botos mortos na Amazônia em 2023 levantou questionamentos sobre o futuro da espécie. Com a seca de 2024, que avança mais veloz que a anterior, mais mortes são esperadas e ameaçam a biodiversidade do ecossistema.
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As mudanças climáticas geradas pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera intensificam a estiagem na região e contribuem para o superaquecimento das águas. As mortes não são apenas uma triste estatística: servem como alerta sobre a deterioração do meio ambiente.
O bem-estar dos botos, considerados os “sentinelas das águas”, reflete o equilíbrio dos habitats. Quando esses animais morrem, indica uma anormalidade na qualidade de seus territórios.
No ano passado, Tefé e Coari registraram cerca de 330 botos mortos, conectadas ao rio Solimões, na Amazônia. As mortes, segundo pesquisadores, foram causadas pelas altas temperaturas da água, que chegaram a 40 graus.
A pesquisadora Miriam Marmontel, do Instituto Mamirauá, afirma não haver mortes de botos associadas ao estresse térmico até o momento, mas afirma que houve diversas mortes por ações humanas.
Até o momento, o monitoramento do instituto registra 23 botos mortos. Do total, 19 são botos-vermelhos (ou bota-rosa) e 4 são tucuxis. As carcaças seguem para necrópsia, para investigação da causa dos óbitos.
Em 2023, entre os dias 23 e 25 de setembro, em apenas três dias, a fiscalização revelava 24 mortes devido às altas temperaturas das águas. Neste ano, o fator principal é a seca.
Com níveis dos rios abaixo do normal, acidentes entre humanos e animais ficam mais fáceis de acontecer. A pesquisadora cita a proximidade como fator de risco. A calha do médio Solimões registrou a pior cota de todos os tempos na última quarta-feira (25), atingindo 7,39 cm de profundidade.
O criador de conteúdo Manoel, também conhecido como “Menino do Caniço”, retrata a proximidade com peixes durante a seca. Segundo ele, nesse período de vazante dos rios, a presença de botos e cardumes é bastante comum.
“Essa época está passando bastante peixe aqui, todas as espécies de cardumes, é normal. Dá muito boto aqui nessa época de seca, eles ficam pegando os peixes de cardumes grandes”, disse.
Manoel, de 22 anos, mora na costa do tabocal, localizado à margem esquerda do Rio Amazonas, na comunidade São Raimundo. Em seu YouTube, ele compartilha a sua rotina de “pesca ribeirinha”. Em 2023, ele viralizou salvando um filhote de boto.
De acordo com dados da Defesa Civil do Amazonas, registrados na última terça-feira (26), a calha do médio Amazonas apresentou um nível de 1,97 m. A pior marca ocorreu em outubro de 2023, quando o nível registrou 1,61 m.
Botos mortos na Amazônia: há risco de extinção?Morte em massa dos animais, conhecidos como “sentinelas das águas”, sinaliza desequilíbrios nos habitatsBrasil2024-09-30T18:31:44.065ZO número de botos mortos na Amazônia em 2023 levantou questionamentos sobre o futuro da espécie. Com a seca de 2024, que avança mais veloz que a anterior, mais mortes são esperadas e ameaçam a biodiversidade do ecossistema. As mudanças climáticas geradas pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera intensificam a estiagem na região e contribuem para o superaquecimento das águas. As mortes não são apenas uma triste estatística: servem como alerta sobre a deterioração do meio ambiente. O bem-estar dos botos, considerados os “sentinelas das águas”, reflete o equilíbrio dos habitats. Quando esses animais morrem, indica uma anormalidade na qualidade de seus territórios. No ano passado, Tefé e Coari registraram cerca de 330 botos mortos, conectadas ao rio Solimões, na Amazônia. As mortes, segundo pesquisadores, foram causadas pelas altas temperaturas da água, que chegaram a 40 graus. Botos mortos em 2024: como está cenário atual? A pesquisadora Miriam Marmontel, do Instituto Mamirauá, afirma não haver mortes de botos associadas ao estresse térmico até o momento, mas afirma que houve diversas mortes por ações humanas. Até o momento, o monitoramento do instituto registra 23 botos mortos. Do total, 19 são botos-vermelhos (ou bota-rosa) e 4 são tucuxis. As carcaças seguem para necrópsia, para investigação da causa dos óbitos. Em 2023, entre os dias 23 e 25 de setembro, em apenas três dias, a fiscalização revelava 24 mortes devido às altas temperaturas das águas. Neste ano, o fator principal é a seca. Com níveis dos rios abaixo do normal, acidentes entre humanos e animais ficam mais fáceis de acontecer. A pesquisadora cita a proximidade como fator de risco. A calha do médio Solimões registrou a pior cota de todos os tempos na última quarta-feira (25), atingindo 7,39 cm de profundidade. Proximidade dos animais com humanos O criador de conteúdo Manoel, também conhecido como “Menino do Caniço”, retrata a proximidade com peixes durante a seca. Segundo ele, nesse período de vazante dos rios, a presença de botos e cardumes é bastante comum. “Essa época está passando bastante peixe aqui, todas as espécies de cardumes, é normal. Dá muito boto aqui nessa época de seca, eles ficam pegando os peixes de cardumes grandes”, disse. Manoel, de 22 anos, mora na costa do tabocal, localizado à margem esquerda do Rio Amazonas, na comunidade São Raimundo. Em seu YouTube, ele compartilha a sua rotina de “pesca ribeirinha”. Em 2023, ele viralizou salvando um filhote de boto. De acordo com dados da Defesa Civil do Amazonas, registrados na última terça-feira (26), a calha do médio Amazonas apresentou um nível de 1,97 m. A pior marca ocorreu em outubro de 2023, quando o nível registrou 1,61 m. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/botos-mortos-na-amazonia-ha-risco-de-extincao
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