Brasil

Aeroporto de Viracopos vira rota do mercado ilegal de emagrecedores

Quase uma tonelada de produtos proibidos foi apreendida em 2026 no aeroporto do interior paulista; drogas chegam da Ásia com declarações falsas

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Aeroporto Internacional de Viracopos | Foto Divulgação

O maior aeroporto de cargas do Brasil tornou-se rota do mercado ilegal de remédios e canetas para emagrecer. Nos três primeiros meses de 2026, a fiscalização no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo, apreendeu quase uma tonelada de produtos proibidos.

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Segundo a Polícia Federal, mais de 700 encomendas internacionais foram interceptadas no período. A maior parte dos envios saiu da China e de Hong Kong.

Para tentar burlar a fiscalização, os criminosos utilizam declarações falsas nas remessas. Os pacotes são registrados como vitaminas, amostras de tecido ou até materiais plásticos.

As investigações apontam uma mudança no perfil dos produtos. Antes, predominavam comprimidos. Agora, o foco do tráfico são os chamados “peptídeos em pó”, substâncias usadas na preparação de injeções.

Esses produtos entram no país sem qualquer controle sanitário e podem representar riscos graves à saúde.

Por que esses produtos são perigosos?

Sem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as substâncias não passam por testes de segurança. De acordo com autoridades sanitárias, o consumo desses compostos pode causar efeitos imprevisíveis no organismo, já que não há garantia sobre a composição ou procedência.

A procura por soluções rápidas para emagrecer alimenta o mercado ilegal. Muitos consumidores compram os insumos em fóruns e grupos de mensagens na internet. Nesses ambientes, não há qualquer garantia de origem ou qualidade dos produtos, o que aumenta ainda mais os riscos para quem utiliza as substâncias.

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