7 funcionários da Cobasi são indiciados por mortes de animais durante enchente no RS
Polícia estima que mais de 175 bichos morreram afogados; empresa diz que foi "surpreendida" por cheia e relatou "indignação" com indiciamento
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Emanuelle Menezes, com SBT RS
Animais resgatados mortos na Cobasi | Reprodução
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou, nesta quarta-feira (12), sete funcionários da rede de petshop Cobasi pela morte e maus-tratos de animais deixados dentro de duas lojas durante as enchentes que atingiram Porto Alegre. As unidades e a matriz, localizada em São Paulo, também foram indiciadas por meio dos CNPJs.
Em nota, a Cobasi relatou "indignação" com o indiciamento e defendeu que "foi surpreendida por um evento da natureza de proporções imponderáveis" (veja a nota, na íntegra, abaixo).
De acordo com informações prestadas pela empresa, no estoque da Cobasi do Praia de Belas havia 175 animais entre roedores, pássaros e peixes. O Ibama e a polícia recolheram 38 carcaças de animais na água. Durante uma vistoria, os investigadores identificaram que responsáveis salvaram computadores em um mezanino, mas não tiveram a mesma preocupação com os bichos.
Nesta loja, duas gerentes foram indiciadas, além da gerente regional da rede e a responsável técnica pelos animais. A filial, como pessoa jurídica, também foi indiciada.
Na Cobasi da Avenida Brasil, no bairro São Geraldo, um pássaro e vários peixes morreram. Três gerentes da unidade foram indiciadas. Ouvidas, elas disseram que não acreditavam que a situação duraria por muito tempo.
No indiciamento, a Polícia Civil diz que essas "duas unidades fazem parte da mesma rede nacional, com faturamento bilionário anual, e mesmo assim não realizaram qualquer atitude para retirar os animais antes da enchente, ou ainda, para resgatá-los quando a água já acessava as lojas. Foi necessário que terceiros, resgatistas, tomassem conhecimento dos fatos para que alguma ação fosse tomada".
Nota da defesa da Cobasi, na íntegra:
A defesa da Cobasi manifesta sua completa indignação com qualquer fala que indique a possibilidade de que, ao final das exaustivas investigações, a autoridade policial venha a proceder ao formal indiciamento de qualquer de seus colaboradores.
A equipe da loja localizada no shopping Praia de Belas – assim como toda a população e autoridades do RS –, foi surpreendida por um evento da natureza de proporções imponderáveis, estado de coisas que, por si só, já tornaria incogitável que a causa da morte dos animais da loja possa ser distorcida para uma acusação de crime doloso que demandaria, inclusive, requintes de crueldade em sua configuração.
É lamentável que em torno desse capítulo da tragédia, que afetou impiedosamente todo o povo gaúcho, esteja sendo construída uma narrativa famigerada e inverídica.
Por fim, causa espécie que se venha ignorando por completo as iniciativas tomadas pela administração do shopping Praia de Belas no endereçamento da situação, proibindo o ingresso de funcionários da Cobasi nas suas dependências, ao mesmo tempo em que emitia repetidos comunicados aos lojistas, informando-os que a situação encontrava-se administrada.
A defesa da Cobasi acredita que, a despeito da repercussão midiática que o lamentável episódio ganhou, seu desfecho não virá a partir de contorcionismos jurídicos e conclusões levianas.
Relembre o caso:
7 funcionários da Cobasi são indiciados por mortes de animais durante enchente no RSPolícia estima que mais de 175 bichos morreram afogados; empresa diz que foi "surpreendida" por cheia e relatou "indignação" com indiciamentoBrasil2024-06-12T15:05:25.213ZA Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou, nesta quarta-feira (12), sete funcionários da rede de petshop Cobasi pela morte e maus-tratos de animais deixados dentro de duas lojas durante as enchentes que atingiram Porto Alegre. As unidades e a matriz, localizada em São Paulo, também foram indiciadas por meio dos CNPJs. Em nota, a Cobasi relatou "indignação" com o indiciamento e defendeu que "foi surpreendida por um evento da natureza de proporções imponderáveis" (veja a nota, na íntegra, abaixo). Segundo a polícia, os investigados deveriam ter garantido a segurança e o bem-estar dos animais à venda e não agiram para salvá-los. O caso veio à tona nas redes sociais, em meio a . De acordo com informações prestadas pela empresa, no estoque da Cobasi do Praia de Belas havia 175 animais entre roedores, pássaros e peixes. O . Durante uma vistoria, os investigadores identificaram que responsáveis salvaram computadores em um mezanino, mas não tiveram a mesma preocupação com os bichos. Nesta loja, duas gerentes foram indiciadas, além da gerente regional da rede e a responsável técnica pelos animais. A filial, como pessoa jurídica, também foi indiciada. Na Cobasi da Avenida Brasil, no bairro São Geraldo, um pássaro e vários peixes morreram. Três gerentes da unidade foram indiciadas. Ouvidas, elas disseram que não acreditavam que a situação duraria por muito tempo. No indiciamento, a Polícia Civil diz que essas "duas unidades fazem parte da mesma rede nacional, com faturamento bilionário anual, e mesmo assim não realizaram qualquer atitude para retirar os animais antes da enchente, ou ainda, para resgatá-los quando a água já acessava as lojas. Foi necessário que terceiros, resgatistas, tomassem conhecimento dos fatos para que alguma ação fosse tomada". Nota da defesa da Cobasi, na íntegra: A defesa da Cobasi manifesta sua completa indignação com qualquer fala que indique a possibilidade de que, ao final das exaustivas investigações, a autoridade policial venha a proceder ao formal indiciamento de qualquer de seus colaboradores. A equipe da loja localizada no shopping Praia de Belas – assim como toda a população e autoridades do RS –, foi surpreendida por um evento da natureza de proporções imponderáveis, estado de coisas que, por si só, já tornaria incogitável que a causa da morte dos animais da loja possa ser distorcida para uma acusação de crime doloso que demandaria, inclusive, requintes de crueldade em sua configuração. É lamentável que em torno desse capítulo da tragédia, que afetou impiedosamente todo o povo gaúcho, esteja sendo construída uma narrativa famigerada e inverídica. Por fim, causa espécie que se venha ignorando por completo as iniciativas tomadas pela administração do shopping Praia de Belas no endereçamento da situação, proibindo o ingresso de funcionários da Cobasi nas suas dependências, ao mesmo tempo em que emitia repetidos comunicados aos lojistas, informando-os que a situação encontrava-se administrada. A defesa da Cobasi acredita que, a despeito da repercussão midiática que o lamentável episódio ganhou, seu desfecho não virá a partir de contorcionismos jurídicos e conclusões levianas. Relembre o caso: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/7-funcionarios-da-cobasi-sao-indiciados-por-mortes-de-animais-durante-enchente-no-rs
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