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7 funcionários da Cobasi são indiciados por mortes de animais durante enchente no RS

Polícia estima que mais de 175 bichos morreram afogados; empresa diz que foi "surpreendida" por cheia e relatou "indignação" com indiciamento

7 funcionários da Cobasi são indiciados por mortes de animais durante enchente no RS
Animais resgatados mortos na Cobasi | Reprodução
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou, nesta quarta-feira (12), sete funcionários da rede de petshop Cobasi pela morte e maus-tratos de animais deixados dentro de duas lojas durante as enchentes que atingiram Porto Alegre. As unidades e a matriz, localizada em São Paulo, também foram indiciadas por meio dos CNPJs.

Em nota, a Cobasi relatou "indignação" com o indiciamento e defendeu que "foi surpreendida por um evento da natureza de proporções imponderáveis" (veja a nota, na íntegra, abaixo).

Segundo a polícia, os investigados deveriam ter garantido a segurança e o bem-estar dos animais à venda e não agiram para salvá-los. O caso veio à tona nas redes sociais, em meio a denúncias de que animais tinham morrido afogados na loja que fica no subsolo do shopping Praia de Belas.

De acordo com informações prestadas pela empresa, no estoque da Cobasi do Praia de Belas havia 175 animais entre roedores, pássaros e peixes. O Ibama e a polícia recolheram 38 carcaças de animais na água. Durante uma vistoria, os investigadores identificaram que responsáveis salvaram computadores em um mezanino, mas não tiveram a mesma preocupação com os bichos.

Nesta loja, duas gerentes foram indiciadas, além da gerente regional da rede e a responsável técnica pelos animais. A filial, como pessoa jurídica, também foi indiciada.

Na Cobasi da Avenida Brasil, no bairro São Geraldo, um pássaro e vários peixes morreram. Três gerentes da unidade foram indiciadas. Ouvidas, elas disseram que não acreditavam que a situação duraria por muito tempo.

No indiciamento, a Polícia Civil diz que essas "duas unidades fazem parte da mesma rede nacional, com faturamento bilionário anual, e mesmo assim não realizaram qualquer atitude para retirar os animais antes da enchente, ou ainda, para resgatá-los quando a água já acessava as lojas. Foi necessário que terceiros, resgatistas, tomassem conhecimento dos fatos para que alguma ação fosse tomada".

Nota da defesa da Cobasi, na íntegra:

A defesa da Cobasi manifesta sua completa indignação com qualquer fala que indique a possibilidade de que, ao final das exaustivas investigações, a autoridade policial venha a proceder ao formal indiciamento de qualquer de seus colaboradores.

A equipe da loja localizada no shopping Praia de Belas – assim como toda a população e autoridades do RS –, foi surpreendida por um evento da natureza de proporções imponderáveis, estado de coisas que, por si só, já tornaria incogitável que a causa da morte dos animais da loja possa ser distorcida para uma acusação de crime doloso que demandaria, inclusive, requintes de crueldade em sua configuração.

É lamentável que em torno desse capítulo da tragédia, que afetou impiedosamente todo o povo gaúcho, esteja sendo construída uma narrativa famigerada e inverídica.

Por fim, causa espécie que se venha ignorando por completo as iniciativas tomadas pela administração do shopping Praia de Belas no endereçamento da situação, proibindo o ingresso de funcionários da Cobasi nas suas dependências, ao mesmo tempo em que emitia repetidos comunicados aos lojistas, informando-os que a situação encontrava-se administrada.

A defesa da Cobasi acredita que, a despeito da repercussão midiática que o lamentável episódio ganhou, seu desfecho não virá a partir de contorcionismos jurídicos e conclusões levianas.

Relembre o caso:

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