Brasil

Governo Bolsonaro teve maior destruição da Amazônia em um mandato presidencial

Relatório do Observatório do Clima indicou aumento do desmatamento e de invasões a terras indígenas

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Nara Bandeira
garimpo ilegal na amazônia

garimpo ilegal na amazônia

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Um relatório do Observatório do Clima, divulgado nesta 2ª feira (27.mar), mostra uma avaliação, ano a ano, da política ambiental do governo Jair Bolsonaro. O documento apontou a maior destruição da Floresta Amazônica em um mandato presidencial.

Nos 4 anos de gestão, a média anual de desmatamento na região foi quase 60% maior que o período anterior - 11.396 km² devastados, segundo dados do Inpe.

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A impunidade também foi marca do último governo, de acordo com o estudo. A aplicação anual de multas por crimes ambientais caiu quase 40%, entre 2019 e 2022 - queda de 5.069 multas, entre 2015 e 2018, para 3.146 multas, segundo dados do Ibama.

A análise mostra ainda que a não demarcação de terras indígenas abriu espaço para a violência, resultando em um aumento de 212% das invasões aos territórios. A média de assassinatos de indígenas também cresceu: índice passou de 121 para 157, alta de 30%, segundo o CIMI.

O relatório aponta que, enquanto os ataques ao meio ambiente aumentavam, a aplicação dos recursos disponíveis para a preservação ambiental teve a média mais baixa entre os últimos 7 mandatos presidenciais - R$ 2,8 bilhões. No ano passado, inclusive, o montante atingiu o menor patamar, R$ 2,53 bilhões.

"Por exemplo, o Fundo Amazônia, com mais de R$ 3 bilhões, ficou paralisado, sem uso. A gente tinha um programa de conversão de multas ambientais, mais R$ 1 bilhão que iria beneficiar projetos no Nordeste do Brasil, também não foram utilizados", acrescenta do secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini.
 

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