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Homem que matou juíza "se tremia" depois de ser preso, diz guarda

Guarda municipal que participou da prisão de Paulo José Arronenzi conversou com o SBT

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Paulo José Arronenzi
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O SBT conversou com Josemar de Souza, um dos guardas municipais que prenderam nesta 5ª feira (24.dez) o engenheiro Paulo José Arronenzi, 52 anos, que matou a juíza Viviane Arronenzi. Por telefone, o guarda se mostrou surpreendido com a brutalidade do caso e detalhou as impressões que teve.

"Ele alegando que toma remédios controlados, essa coisa toda. E estava muito nervoso, se tremia bastante, parecia uma pessoa muito aérea"


Josemar conta que a operação não encontrou a arma do crime, mas apreendeu facas que Paulo José levava na mochila. 

"Não sei, né? O que se passou na cabeça dele pra se fazer uma coisa tão terrível dessas. A gente fica, assim, sem entender. Em 25 anos de guarda, é, assim, eu nunca presenciei, assim, um fato deste tipo"

 

Entenda o caso


A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, de 45 anos, deixava as três filhas - duas gêmeas de 9 anos e uma menina de 12 - com o pai para passarem a noite de Natal juntos, quando foi esfaqueada pelo ex-marido. Morreu no meio da rua, na frente das crianças. Elas chegaram a pedir para o assassino parar de golpear a juíza.

O assassino é o engenheiro Paulo José Arronenzi, de 52 anos. Ele foi preso em flagrante e levado para a delegacia de homicídios. Paulo e Viviane foram casados por 11 anos. O crime foi a poucos metros de uma base da guarda municipal, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

A juíza já havia denunciado o ex-marido por ameaças e agressão. O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) colocou à disposição seis agentes armados para garantir a segurança dela, mas Viviane abriu mão da escolta, a pedido de uma das filhas, que disse à mãe que o pai não era bandido.

Em 2007, uma ex-namorada do engenheiro também o denunciou. Disse que estava sendo perseguida porque ele não aceitava o fim do relacionamento.

O Rio de Janeiro lidera o ranking de número de registros de denúncias de violência contra a mulher no país. No estado são quase 99 registros para cada 100 mil habitantes, por ano, feitos pela central de atendimento à mulher do governo federal.

SAIBA MAIS SOBRE O ASSASSINATO DA JUÍZA:




 

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