Anvisa proíbe caneta de adrenalina vendida sem registro e chá feito "em galpão clandestino" em MG
Resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária também vetaram outros medicamentos; veja quais

Felipe Moraes
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou apreensão do autoinjetor de adrenalina Epipen, caneta de origem estrangeira vendida no Brasil mesmo sem ter registro no órgão, e do chá misto Protocolo RMGI Polifenóis, "fabricado em um galpão clandestino" em Minas Gerais. As resoluções foram publicadas nessa quinta-feira (2) no Diário Oficial da União (DOU).
Segundo a Anvisa, a proibição de "armazenamento, comercialização, distribuição, propaganda e transporte" da caneta de adrenalina Epipen foi motivada por anúncio de venda veiculado pela Farmácia Pague Menos. "Medicamentos clandestinos não têm garantia de composição, origem, eficácia e segurança", alertou a agência.
Em nota enviada ao SBT news, a assessoria de imprensa da Pague Menos informou que a farmácia "não importa o produto e, portanto, não o comercializa". Leia:
"A Pague Menos informa que tomou ciência da determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a apreensão do autoinjetor de adrenalina Epipen. A companhia esclarece, porém, que não importa o produto e, portanto, não o comercializa. A rede reafirma estar em conformidade com as orientações das autoridades sanitárias e à disposição para quaisquer esclarecimentos."
A medida contra o chá misto Protocolo RMGI Polifenóis também veta qualquer tipo de comércio, distribuição, fabricação, divulgação e consumo. De acordo com a Anvisa, o produto é "amplamente divulgado na internet" e tem produção realizada por empresa irregular, a Equilibrium Marketing Ltda.
"Após inspeção feita pela Anvisa e pela Vigilância Sanitária de Minas Gerais, foi constatado que o produto era fabricado em um galpão clandestino, sem alvará sanitário, na cidade de Arcos (MG)", afirmou a agência em nota.
O SBT News entrou em contato com a Wevj Indústria de Suplementos Ltda, que, segundo a Anvisa, consta no rótulo e opera sob nome comercial CapsExpressBRA. Esse espaço será atualizado em caso de resposta.
Em comunicado publicado ontem nas redes sociais, sem citar especificamente a proibição do chá, a CapsExpressBRA disse que o "mercado de suplementos tem sido impactado por ações de fiscalização conduzidas pela Anvisa, Ministério Público e órgãos competentes".
"Casos isolados não podem e não devem definir todo um segmento. Com mais de 18 anos de atuação, a CapsExpress segue trabalhando com responsabilidade, transparência e total conformidade com as normas regulatórias. Seguimos firmes no propósito de construir um mercado mais seguro e confiável para todos", acrescentou a empresa.
Resoluções da Anvisa publicadas nessa quinta ainda determinaram apreensão de outros produtos após ações de fiscalização. Veja quais:
- Medicamento fitoterápico Extrato de Valeriana – Foglie Di Tè, fabricado pela empresa Aldeia Produtos Naturais, por não ter "licença sanitária";
- Medicamentos Lucielo 50 Eltrombopag Olamina 50mg Comprimidos e Luciale 150mg Cloridrato de Alectinibe Cápsulas, importados e distribuídos pela Oncomed Distribuidora de Medicamentos e Importação Ltda, ambos sem registro na Anvisa.
O SBT News procurou as empresas Aldeia Produtos Naturais e Oncomed Distribuidora de Medicamentos e aguarda resposta.









