Política

Relatório rejeitado: veja como deputados e senadores votaram na última sessão da CPMI do INSS

Análise da comissão terminou na madrugada deste sábado (28); parecer alternativo, redigido pela base governista, não chegou a ser votado

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Relatório da CPMI do INSS pediu mais de 200 indiciamentos | Divulgação/Agência Senado e Reprodução
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A CPMI do INSS encerrou atividades na madrugada deste sábado (28), sem aprovação de um relatório final dos trabalhos da comissão. Por 19 votos contrários a 12 favoráveis, parlamentares rejeitaram parecer de mais de 4 mil páginas do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).

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O texto pedia indiciamento de 216 nomes, sendo 212 pessoas físicas e 4 jurídicas, por suposto envolvimento no esquema bilionário de fraudes em descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões. A última sessão do colegiado começou pouco antes das 10h nessa sexta (27) e terminou depois de 1h deste sábado, data-limite para conclusão.

Painel de votação do relatório final na CPMI do INSS | José Matheus Santos/SBT
Painel de votação do relatório final na CPMI do INSS | José Matheus Santos/SBT

A extensa lista incluía Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha" e um dos filhos do presidente Lula (PT), Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS" e apontado como uma das peças centrais da investigação da Polícia Federal (PF), o senador Weverton Rocha (PDT-CE), a deputada Maria Gorete Pereira (MDB-CE), o deputado licenciado Euklides Pettersen (Republicanos-MG), Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência Social, e Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS. A relação de PJs tinha como destaque Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Veja como deputados e senadores votaram no relatório:

Favoráveis (12)

  • Adriana Ventura (Novo-SP), deputada
  • Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), deputado
  • Bia Kicis (PL-DF), deputada
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO), deputado
  • Coronel Fernanda (PL-MT), deputada
  • Damares Alves (Republicanos-DF), senadora
  • Eduardo Girão (Novo-CE), senador
  • Izalci Lucas (PL-DF), senador
  • Magno Malta (PL-ES), senador
  • Marcel van Hattem (Novo-RS), deputado
  • Marcio Bittar (PL-AC), senador
  • Rogério Marinho (PL-RN), senador

Contrários (19)

  • Alencar Santana (PT-SP), deputado
  • Átila Lira (PP-PI), deputado
  • Augusta Brito (PT-CE), senadora
  • Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), deputado
  • Eliziane Gama (PSD-MA), senadora
  • Humberto Costa (PT-PE), senador
  • Jaques Wagner (PT-BA), senador
  • Jussara Lima (PSD-PI), senadora
  • Lindbergh Farias (PT-RJ), deputado
  • Meire Serafim (União Brasil-AC), deputada
  • Neto Carletto (Avante-BA), deputado
  • Orlando Silva (PCdoB-SP), deputado
  • Paulo Pimenta (PT-RS), deputado
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP), senador
  • Ricardo Ayres (Republicanos-TO), deputado
  • Rogério Carvalho (PT-SE), senador
  • Rogério Correia (PT-MG), deputado
  • Soraya Thronicke (Podemos-MS), senadora
  • Teresa Leitão (PT-PE), senadora

Um relatório alternativo, redigido pela base governista, não chegou a ser colocado em votação pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). O texto pedia indiciamento de nomes como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Onyx Lorenzoni (PP), ex-ministro da Previdência.

Viana anunciou na sessão que cópias do parecer barrado serão enviadas a instituições como o Ministério Público Federal (MPF) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Paulo Pimenta (PT-RS) disse que o documento governista será encaminhado à PF.

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