Emendas inviabilizam políticas públicas, diz Paulo Teixeira
Ministro de Lula também defendeu que Haddad não seja pressionado para decidir se vai ou não concorrer ao governo de São Paulo


Hariane Bittencourt
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que as emendas parlamentares inviabilizam as políticas públicas no Brasil. A afirmação foi em entrevista ao PodNews, exibida neste sábado (7) no SBT News.
"[O senhor acha que o Congresso sequestra uma fatia do orçamento com as emendas parlamentares?] Eu acho que sim. Eu acho que inviabilizam as políticas públicas. Esse nível de captura do orçamento por emendas pulveriza os investimentos. As emendas parlamentares teriam que diminuir os seus valores para chegar num nível razoável", defendeu.
Nos últimos dias o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez uma série de manifestações em defesa dessas verbas, depois de críticas semelhantes que partiram do alto escalão do governo. Na abertura do ano legislativo, na segunda-feira (2), Motta afirmou que as emendas são "prerrogativa constitucional" do Congresso Nacional.
Paulo Teixeira é deputado federal licenciado e está prestes a deixar o governo Lula (PT) para se dedicar às eleições. Ele pretende deixar o ministério em 4 de abril para tentar uma nova vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo.
Sobre o tabuleiro político no Estado, considerado pelo Partido dos Trabalhadores peça-chave para a campanha presidencial, Teixeira defendeu que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não seja pressionado para decidir se vai concorrer ou não ao governo paulista.
"Sou contra pressionar algum candidato. Mas nós temos um timão. Nós temos na pré-disputa em São Paulo Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Marina Silva, Simone Tebet e temos também o ministro Márcio França. Nós temos um timão e na política, como no futebol, não existe jogo ganho. Nós temos condição de ganhar o governo de São Paulo", disse.
Sobre a candidatura de Lula à reeleição, Paulo Teixeira disse estar consolidada e criticou a oposição.
"A oposição vem fragmentada para disputar as eleições presidenciais contra um candidato que tem a preferência da sociedade brasileira. A fragmentação da oposição mostra ausência de projeto, ausência de unidade", concluiu.









