Defesa de Bolsonaro pede a Moraes livre acesso de Flávio, Carlos e Jair Renan à prisão domiciliar
Na regra em vigor, somente a ex-primeira-dama Michelle, a filha mais nova, Laura, e a enteada Letícia podem se movimentar livremente, porque moram na mesma casa

Kenzô Machida
Felipe Moraes
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu neste sábado (28) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), livre acesso dos filhos Flávio (PL-RJ), Carlos (PL-RJ) e Jair Renan (PL-SC) à residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, no Jardim Botânico, em Brasília.
Nas regras de segurança em vigor, apenas a ex-primeira-dama Michelle, a filha mais nova do casal, Laura, e a enteada Letícia podem se movimentar livremente e acompanhar Bolsonaro, já que moram na mesma casa. Carlos e Jair Renan devem seguir as mesmas normas da Papudinha: visitas às quartas e aos sábados, em três horários (8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h).
Advogados, incluindo o senador e pré-candidato presidencial Flávio, que faz parte da defesa do pai, podem se consultar com Bolsonaro todos os dias, das 8h20 às 18h. Profissionais de saúde têm livre acesso ao ex-mandatário.
"A defesa submete à elevada consideração de Vossa Excelência a reavaliação da disciplina fixada, a fim de que seja também assegurado aos demais filhos do Peticionário o livre acesso à residência, ainda que não residentes, em condições compatíveis com as já estabelecidas, considerando a natureza da prisão domiciliar, que se desenvolve em ambiente familiar, sem prejuízo, evidentemente, das medidas de controle e segurança já impostas", solicitam advogados a Moraes.
A defesa também enviou a Moraes a lista completa de pessoas que participam da rotina de Bolsonaro, como médicos, funcionários da casa, seguranças e motoristas.
A definição de profissionais de enfermagem e técnicos que farão acompanhamento da saúde do ex-presidente "se encontra em andamento junto à família" e será apresentada ao STF em outro momento.
Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star na manhã dessa sexta (27) e seguiu para prisão domiciliar, concedida pelo período de 90 dias por Moraes. Ele estava internado desde 13 de março, com diagnóstico de pneumonia decorrente de episódio de broncoaspiração, após se sentir na cela na Papudinha.
Condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente usa tornozeleira eletrônica e não pode usar telefone celular, acessar redes sociais ou gravar vídeos e áudios. Veículos e visitantes que chegarem ao local passam por revista.









