Suspeitos de envolvimento na morte de canoísta são presos em Niterói
Dois suspeitos da morte do canoísta Wagner Antunes foram detidos na comunidade da Grota; em 2026, o RJ já registra 19 latrocínios

SBT Brasil
Uma operação da Polícia Militar resultou na prisão de cinco suspeitos na madrugada desta quarta-feira (8), na comunidade da Grota, no bairro de São Francisco, zona sul de Niterói. Entre os capturados, dois homens são suspeitos de participação direta na morte do canoísta Wagner Antunes da Costa, de 43 anos, ocorrida recentemente em Icaraí.
A ação teve início após o veículo em que o grupo estava ser flagrado pelo sistema de monitoramento do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Niterói durante a madrugada. Policiais militares iniciaram o cerco e localizaram os criminosos na comunidade. O carro, que era roubado, foi abandonado pelos suspeitos no interior da Grota antes da abordagem.
Com os detidos, os agentes apreenderam uma pistola, uma quantidade de drogas não especificada, celulares e até uma máquina de cartões, reforçando os indícios de práticas de roubos na região.
O canoísta Wagner Antunes da Costa foi encontrado sem vida dentro de seu veículo na Rua Dom Bosco, no bairro de Icaraí. De acordo com as investigações, Wagner tinha acabado de sair de um hospital e retornava para casa quando foi abordado por criminosos.
Ao se recusar a parar o carro durante a tentativa de assalto, os bandidos dispararam contra ele. Ferido, o motorista perdeu o controle da direção, colidiu contra uma árvore e parou em cima da calçada. A morte do atleta gerou grande comoção, e a equipe de canoagem da qual ele fazia parte publicou homenagens emocionantes nas redes sociais.
A morte de Wagner reflete um cenário preocupante na segurança pública do estado. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o número de latrocínios (roubo seguido de morte) apresentou uma alta significativa neste início de ano.
Entre janeiro e fevereiro de 2026, já foram registrados 19 casos de latrocínio em todo o estado do Rio de Janeiro. No mesmo período de 2025, o número foi de 12 ocorrências, o que representa um aumento de mais de 50% na letalidade de crimes patrimoniais.









