Polícia

Caso Gisele: perícia e mensagens desmontaram versão apresentada por tenente-coronel, diz delegado

True Crime deste domingo (29) revela os bastidores do caso de feminicídio da soldado da PM paulista Gisele Alves Santana

,

O True Crime deste domingo (29) revela os bastidores do caso de feminicídio da soldado da PM paulista Gisele Alves Santana, de 32 anos, assassinada dentro de casa. O principal suspeito é o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que inicialmente sustentou a versão de suicídio. Ele está detido e é réu por feminicídio.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Responsável pela investigação, o delegado Lucas Lopes detalha como a polícia desconstruiu a narrativa apresentada pelo suspeito e chegou à conclusão de que se tratava de um crime. Segundo ele, desde o início, elementos da cena chamaram a atenção.

“Tinham alguns detalhes que causavam estranhamento numa ocorrência de suicídio. Mas não basta desconfiar, nós teríamos que provar e bem provado o que teria ocorrido ali”, afirma.

A perícia foi determinante para o rumo do caso. A análise técnica reconstituiu a dinâmica do crime a partir de vestígios como respingos de sangue, posição do corpo e ausência de resíduos de pólvora nas mãos da vítima.

“Se fosse um tiro encostado ou próximo, deixaria resquícios. Isso é quase 100% dos casos, e não tinha nada”, explica o delegado.

Outro ponto que levantou suspeitas foi o comportamento do tenente-coronel. De acordo com Lopes, o relato detalhista e linear, repetido desde o início, contrastava com lacunas importantes. “Ele era extremamente detalhista, mas não teve a preocupação de saber onde foi o tiro”, diz.

A frieza também chamou a atenção dos investigadores. “Ele não esboçava emoção, mantinha sempre o mesmo tom, a mesma riqueza de detalhes, sempre com justificativas prontas”, relata. Para o delegado, esse padrão reforçou a necessidade de aprofundar a apuração com base em provas técnicas.

A investigação também se apoiou na análise de milhares de horas de imagens e no cruzamento de informações. Ao todo, mais de 30 testemunhas foram ouvidas, muitas delas sob sigilo.

“A gente precisava trabalhar em silêncio. Qualquer vazamento poderia servir de munição para ele se preparar”, afirma o delegado.

As mensagens trocadas entre o casal foram outro elemento-chave. O conteúdo revelou um relacionamento marcado por controle, ciúmes e sinais de violência psicológica.

“A gente percebe uma escalada na violência. Ele passa de um comportamento amoroso para controlador, com traços de posse e ciúme patológico”, explica Lucas Lopes.

Últimas Notícias