'Israel tentou me matar', diz jornalista que quase foi atingido por míssil no sul do Líbano
Repórter Steve Sweeney e cinegrafista escaparam por pouco de ataque na ponte de Qasmiya; ambos ficaram feridos e precisaram de atendimento médico

Sofia Pilagallo
O jornalista Steve Sweeney reapareceu nesta quinta-feira (19), um dia depois de quase ter sido atingido por um míssil durante a gravação de uma reportagem para o canal russo RT na ponte de Qasmiya, no sul do Líbano. Ele afirmou que Israel tentou matá-lo e chamou o ataque de "limpeza étnica".
"Hoje, Israel tentou me matar em um ataque aéreo direcionado no sul do Líbano, enquanto eu fazia uma reportagem sobre o ataque a pontes e o deslocamento forçado de 1 milhão de pessoas, uma operação de limpeza étnica em uma escala maior que a Nakba", disse Sweeney em vídeo publicado nas redes sociais.
“Como vimos em Gaza, eles querem silenciar jornalistas que documentam e denunciam seus crimes de guerra. Mas se Israel pensa que o ataque de hoje nos silenciará e nos manterá fora do campo de batalha, está muito, muito enganado”, acrescentou o jornalista, que é britânico e baseado em Beirute.
O vídeo que registrou o ataque é impressionante. Nas imagens, é possível ouvir o míssil se aproximando dois segundos antes de cair no solo. Ao perceber a aproximação do projétil, Sweeney interrompe o que dizia e se abaixa para escapar da explosão.
Ao final do vídeo, a câmera cai no chão e fica apontada para o céu. Nesse momento, é possível ver estilhaços. Tanto Sweeney quanto o cinegrafista ficaram feridos com o impacto da explosão e passaram por atendimento médico em um hospital local.
O cinegrafista afirmou ao canal RT que o ataque foi "deliberado". O Ministério do Exterior da Rússia também se pronunciou, afirmando que a ofensiva "não pode ser considerada acidental".
No X, as FDI (Forças de Defesa de Israel) disse que um "aviso explícito" havia sido emitido para a área próxima à travessia de Qasmiya, onde estavam os profissionais de imprensa. As forças israelenses acrescentaram que "não visam civis nem jornalistas" e que "atuam de acordo com o direito internacional".









