França e Reino Unido atacam base subterrânea do Estado Islâmico na Síria
Ação militar conjunta usou bombas guiadas e jatos Typhoon; Ministério da Defesa britânico afirma que alvo era usado para armazenar armas

Antonio Souza
A França e o Reino Unido lançaram, neste sábado (3), ataques aéreos conjuntos contra uma base subterrânea do Estado Islâmico (EI), localizada na região montanhosa perto da cidade histórica de Palmira, no centro da Síria.
A informação foi divulgada pelo portal The Guardian e confirmada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, que afirmou que a instalação era usada, possivelmente, para armazenar armas e explosivos.
"A Força Aérea Real (RAF) continuou realizando patrulhas sobre a Síria para ajudar a prevenir qualquer tentativa de ressurgimento do movimento terrorista Daesh. A RAF juntou-se a aeronaves francesas em um ataque conjunto a uma instalação subterrânea", publicou o Ministério de Defesa do Reino Unido.
Como o ataque foi feito?
Segundo o comunicado oficial, a operação utilizou bombas guiadas de precisão para atingir túneis de acesso a uma área próxima ao sítio arqueológico da antiga cidade de Palmira.
Os jatos Typhoon FGR4 participaram da ação, com apoio de um avião-tanque Voyager, que ajudou a reabastecer as aeronaves durante o voo.
“Os indícios iniciais apontam para o sucesso do ataque ao alvo”, disse o ministério em nota oficial.
O Ministério da Defesa britânico afirmou que a região ao redor estava desabitada, e que não havia população civil no local. Segundo as autoridades, a instalação não funcionava como base residencial, mas sim como ponto estratégico de logística e armazenamento do grupo extremista.
O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que o país seguirá atuando junto aos aliados para evitar o ressurgimento do EI na região.
“Vamos ficar ombro a ombro com nossos aliados para eliminar qualquer ameaça de retorno do Estado Islâmico”, disse ele, agradecendo os militares envolvidos na operação.
Desde 2019, o EI perdeu grande parte do território que controlava na Síria, mas países do Ocidente mantêm missões de vigilância e ataques pontuais para impedir que o grupo se reorganize.
As autoridades afirmam que ações como essa fazem parte de um esforço internacional para evitar um novo avanço da organização extremista.









