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EUA vetam China em audiência com Brasil na OMC

País asiático havia pedido para acompanhar processo que questiona tarifaço americano

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Eduardo Gayer
Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU, na cidade de Nova York | Brendan McDermid/Reuters

Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa na Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU, na cidade de Nova York | Brendan McDermid/Reuters

Os Estados Unidos vetaram nesta terça-feira (22) a participação da China nas “consultas”, ou seja, no processo movido pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) que questiona o tarifaço imposto ao País. A reunião entre as autoridades brasileiras e americanas deve ocorrer nesta sexta-feira (25), em Genebra, na Suíça.

Em ofício à OMC, o governo Donald Trump rejeitou o pedido de Pequim para participar das consultas.

“Os Estados Unidos não consideram fundamentada a alegação da China de possuir um interesse comercial substancial nestas consultas”, declarou a administração americana.
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O governo Lula acionou a OMC em 27 de julho para contestar as tarifas de 25% e 12,5% impostas às exportações brasileiras por suposta deslealdade concorrencial e suposta omissão no combate ao trabalho forçado, respectivamente. Para o Brasil, as medidas contrariam normas da entidade multilateral.

Em 6 de agosto, a China pediu formalmente para participar das consultas, alegando interesse comercial no tema. Somente nesta terça-feira, porém, os EUA se manifestaram sobre o pedido.

Apesar de ter recorrido à OMC, o governo Lula não acredita que a instituição será capaz de reverter o tarifaço aplicado por Trump.

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