Flávio alega agenda de campanha para adiar depoimento à PF
Senador é alvo de ação por suposto crime de calúnia por vincular o presidente Lula ao ditador Nicolás Maduro


Senador Flávio Bolsonaro (PL) | Reuters
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alega que houve um “prazo exíguo” e incompatibilidade de agendas com as atividades desempenhadas durante a pré-campanha à Presidência da República para não prestar depoimento à Polícia Federal no âmbito da ação que apura se ele cometeu o crime de calúnia contra o presidente Lula. O prazo final para o depoimento se encerra nesta sexta-feira (17).
Em abril, o ministro Alexandre de Moraes acatou um pedido da PF e determinou a abertura de uma investigação para apurar se houve crime após Flávio fazer uma publicação nas redes sociais dizendo que o presidente seria delatado pelo ditador Nicolás Maduro. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu Flávio em 3 de janeiro deste ano, mesmo dia em que o então presidente da Venezuela foi capturado pelos Estados Unidos.
No último dia 7, o ministro Alexandre de Moraes havia estipulado um prazo máximo de 10 dias para a PF ouvir o senador - prazo que, portanto, se encerraria nesta sexta-feira (17). Em ofício encaminhado aos investigadores, no entanto, a defesa de Flávio pediu que sejam disponibilizadas novas datas, “com antecedência razoável”, para o agendamento da diligência.
“Cumpre registrar que a impossibilidade de realização do ato na janela ofertada não decorre de descaso para com essa Autoridade Policial. Em verdade, a incompatibilidade de agendas é oriunda, de um lado, do curto intervalo fixado para a realização da diligência e, de outro lado, das atividades desempenhadas pelo Peticionário em sua pré-campanha à Presidência da República, que incluem inúmeras viagens, deslocamentos e compromissos fixados com grande antecedência, envolvendo diversas pessoas”, escreveu a defesa do pré-candidato.
O advogado Tracy Reinaldet sustenta ainda que a mudança de data não acarretará prejuízo às apurações ou à celeridade da investigação.
A Polícia Federal também se manifestou sobre o caso e disse a Moraes que desde o primeiro dia em que foi intimada tentou agendar com a defesa do senador um horário para a diligência, abrindo a possibilidade inclusive de que a oitiva acontecesse por meio de videoconferência.























