Cientistas do Japão criam "pele humana" para robôs
Técnica que dá aparência mais realista pode ser útil para estudos sobre envelhecimento, cirurgias plásticas e indústria cosmética
C
Cido Coelho
Amostras de pele para humanoide no rosto do robô | Takeuchi et al.
Pesquisadores japoneses da área de robótica biohíbrida da Universidade de Tóquio desenvolveram uma nova técnica para adicionar tecidos de pele sintéticos a robôs humanoides. Ou seja, o robô pode ter uma pele semelhante à dos seres humanos. O estudo foi divulgado nesta terça-feira (25).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Segundo o professor Shoji Takeuchi, líder do Laboratório de Sistemas Biohíbridos da Universidade de Tóquio, coordenador da pesquisa, essa pele pode ajudar no avanço do treinamento em cirurgias plásticas, novos estudos sobre o envelhecimento da pele e na indústria cosmética.
Isso foi possível por meio da imitação de estruturas de ligamentos da pele e de perfurações em forma de V no rosto de um robô.
A área de robótica biohíbrida combina engenharia mecânica e biologia e já trouxe outras pesquisas com resultados promissores, como a produção de uma pele projetada que pode ser reparada, de carne cultivada em laboratório impressa em 3D e de robôs ambulantes em miniatura.
“Durante pesquisas anteriores, envolvendo um robô em forma de dedo coberto com tecido de pele projetado, que desenvolvemos em nosso laboratório, senti a necessidade de uma melhor adesão entre as características robóticas e a estrutura subcutânea da pele”, explica o professor em comunicado.
Confira abaixo o vídeo do dedo de um robô com "pele humana"
Segundo o pesquisador, o desenvolvimento do conceito de pele robótica foi com o objetivo de aprimorar suas qualidades e funcionalidades ao mesmo tempo que as outras pesquisas estavam sendo finalizadas.
“Manipular tecidos biológicos moles e úmidos durante o processo de desenvolvimento é muito mais difícil do que pessoas de fora da área podem pensar. Por exemplo, se a esterilidade não for mantida, as bactérias podem entrar e o tecido morrerá”, afirmou Takeuchi.
Técnica japonesa mostra a elasticidade da pele para os robôs | Takeuchi et al.
Com essa integração de pele viva, podem capacitar os robôs para outras habilidades, como por exemplo a autocura, imitando a função de recuperação da pele humana, com a construção de nervos e órgãos da pele, permitindo funções sensoriais, como nos humanos.
Apesar de o estudo replicar parte da aparência humana, com material e estrutura semelhantes, os cientistas identificaram novos desafios, como a criação de rugas superficiais e uma epiderme mais espessa, para aprimorar as características humanas do robô.
“Acreditamos que a criação de uma pele mais espessa e realista pode ser alcançada incorporando glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas, poros, vasos sanguíneos, gordura e nervos”, argumenta o líder da pesquisa.
Cientistas do Japão criam "pele humana" para robôsTécnica que dá aparência mais realista pode ser útil para estudos sobre envelhecimento, cirurgias plásticas e indústria cosméticaTecnologia2024-06-25T16:05:20.341ZPesquisadores japoneses da área de robótica biohíbrida da Universidade de Tóquio desenvolveram uma nova técnica para adicionar tecidos de pele sintéticos a robôs humanoides. Ou seja, o robô pode ter uma pele semelhante à dos seres humanos. O estudo foi nesta terça-feira (25). Segundo o professor Shoji Takeuchi, líder do Laboratório de Sistemas Biohíbridos da Universidade de Tóquio, coordenador da pesquisa, essa pele pode ajudar no avanço do treinamento em cirurgias plásticas, novos estudos sobre o envelhecimento da pele e na indústria cosmética. Isso foi possível por meio da imitação de estruturas de ligamentos da pele e de perfurações em forma de V no rosto de um robô. A área de robótica biohíbrida combina engenharia mecânica e biologia e já trouxe outras pesquisas com resultados promissores, como a produção de uma pele projetada que pode ser reparada, de carne cultivada em laboratório impressa em 3D e de robôs ambulantes em miniatura. “Durante pesquisas anteriores, envolvendo um robô em forma de dedo coberto com tecido de pele projetado, que desenvolvemos em nosso laboratório, senti a necessidade de uma melhor adesão entre as características robóticas e a estrutura subcutânea da pele”, explica o professor em comunicado.
Confira abaixo o vídeo do dedo de um robô com "pele humana" Segundo o pesquisador, o desenvolvimento do conceito de pele robótica foi com o objetivo de aprimorar suas qualidades e funcionalidades ao mesmo tempo que as outras pesquisas estavam sendo finalizadas. “Manipular tecidos biológicos moles e úmidos durante o processo de desenvolvimento é muito mais difícil do que pessoas de fora da área podem pensar. Por exemplo, se a esterilidade não for mantida, as bactérias podem entrar e o tecido morrerá”, afirmou Takeuchi. Com essa integração de pele viva, podem capacitar os robôs para outras habilidades, como por exemplo a autocura, imitando a função de recuperação da pele humana, com a construção de nervos e órgãos da pele, permitindo funções sensoriais, como nos humanos. Apesar de o estudo replicar parte da aparência humana, com material e estrutura semelhantes, os cientistas identificaram novos desafios, como a criação de rugas superficiais e uma epiderme mais espessa, para aprimorar as características humanas do robô. “Acreditamos que a criação de uma pele mais espessa e realista pode ser alcançada incorporando glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas, poros, vasos sanguíneos, gordura e nervos”, argumenta o líder da pesquisa.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/tecnologia/japao-cria-pele-humana-para-robos
Presidente do MDB nega participação na indicação de emendas
Questionamento de Flávio Dino alcança todos os partidos com representação no Congresso, após declarações de Valdemar Costa Neto sobre distribuição de recursos