Telegram suspende grupo bolsonarista e atualiza regras de uso
Entre as novidades está restrição de idade: apenas maiores de 16 anos poderão usar o aplicativo
Anderson Scardoelli
Faltando cerca de cinco meses para as eleições, o Telegram tem se movimentado. Somente nesta semana, o aplicativo de mensagens suspendeu as atividades de um grupo bolsonarista e divulgou novo conjunto de regras para utilização no país. Entre as novidades está a idade mínima para a plataforma, que passa a ser permitida a maiores de 16 anos.
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Na parte de suspensão, o Telegram bloqueou temporariamente o @grupob38, que conta com mais de 63 mil membros e se apresenta na internet como o "maior grupo de apoio a Bolsonaro do Brasil". Na tarde desta quinta-feira (12.mai), quem tenta entrar para o grupo por meio do link disponível no Google não consegue ativar a visualização dos conteúdos.
Os atuais integrantes, por outro lado, recebem a informação de que o canal está temporariamente fora do ar. A explicação dada pelo Telegram para a suspensão é a de que os administradores do grupo bolsonarista precisam "remover as mensagens de usuários que postarem conteúdo ilegal". A plataforma não indica, porém, quais são os materiais a serem excluídos e nem se há uma previsão para a reativação do espaço.
Idade mínima
Além de bloquear um grupo bolsonarista por causa de "conteúdos ilegais", o Telegram tornou pública a nova série de regras para o uso. A atualização de regras ocorre especificamente no Brasil. Entre elas, a questão da idade. A partir de agora, segundo o próprio aplicativo de mensagens, apenas quem tiver mais de 16 anos poderá seguir como usuário ativo.
Os novos termos de uso do Telegram ainda determina práticas proibidas:
- Enviar spam ou aplicar golpes nos usuários;
- Promover violência em canais públicos;
- Publicar conteúdo pornográfico ilegal;
- Participar de atividades criminosas, como terrorismo e abuso infantil.
O bloqueio de grupo e os novos termos de uso são duas das ações promovidas pelo Telegram no Brasil desde o acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no âmbito de combate às fake news. O acerto entre as partes foi anunciado no fim de março.
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