Polícia prende mulher que aplicava golpes e ameaçava comunidade cigana
Ela fazia parte de quadrilha acusada de causar prejuízo de R$ 600 milhões a centenas de vítimas

SBT News
A polícia prendeu, nesta 5ª feira (9.set), no interior de São Paulo, uma mulher suspeita de fazer parte de uma quadrilha que aplicava golpe de pirâmide financeira na comunidade cigana. Ela, o marido e o filho, que já estavam presos, são acusados de provocar um prejuízo de cerca de R$ 600 milhões a centenas de vítimas.
+ Leia as últimas notícias no portal SBT News
Mara Marcus Gaich estava escondida em uma casa alugada, em Sumaré, no interior de São Paulo. Com ela, foram apreendidos quatro celulares, 1.900 euros, 1.430 dólares e quase R$ 20 mil.
Acusada de participar de um golpe milionário na comunidade cigana brasileira, Mara foi presa, segundo a polícia, porque também ameaçava as vítimas. Ela mandava mensagens dizendo que tinha ligações com a maior facção criminosa do país.
"Estou mandando a foto de vocês tudo para o PCC. Agora, eu ando com o PCC. Inclusive, eu estou indo pra minha casa, quero ver quem vai ser macho de ir lá pra ser cortado em 500 pedaços", ameaçou Mara em áudio enviado para vítimas.
Agora, Mara se juntou ao resto da família que já estava atrás das grades. O marido, Oscar Gaich e Oscar Gaich Filho, também estão presos. De acordo com a polícia, eles montaram um esquema de pirâmide financeira com uma promessa impossível - até de acreditar: 100% de lucro do dinheiro investido em apenas 30 dias.
Em vídeo, o filho de Mara ainda tenta alertar a comunidade contra possíveis golpes: "quem oferece pra vocês porcentagem maior com dias menores, que não são da empresa, estão mentindo vocês".
Com a prisão da matriarca do golpe, a polícia abriu um novo inquérito para investigar os comparsas da família Gaich. Outros integrantes da própria comunidade cigana teriam lucrado com o golpe, que pode chegar a R$ 600 milhões.
"Essa comunidade tinha o costume de preservar muito ouro, trabalhar com joias. Eles trazem isso de família, de geração pra geração. Então, com base na confiança, eles não têm comprovante das transações de todos os valores que foram entregues pra quadrilha", afirma o delegado Luiz Alberto Guerra.