Projeto de lei propõe sensores gratuitos para controle de diabetes
Dispositivo monitora glicose em tempo real e pode beneficiar mais de 92 mil jovens com diabetes tipo 1 no Brasil
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SBT News
O avanço global da diabetes tipo 1 tem preocupado médicos e especialistas: o número de crianças e adolescentes com a doença passou de 2,3 milhões em 1990 para 8,8 milhões em 2020. As projeções indicam que o número chegará a 17,4 milhões em 2040, ou seja, deve dobrar.
No Brasil, são 92.300 crianças e adolescentes vivendo com a condição. Mas um projeto de lei em análise pretende garantir, gratuitamente, um método mais prático e eficiente de controle da doença, com o uso de tecnologia: sensores aplicados na pele, trocados a cada 15 dias.
O menino Arthur usa um desses dispositivos no braço. Ele tinha apenas um ano quando apresentou os primeiros sinais da diabetes tipo 1. A doença é causada pela produção insuficiente de insulina ou pela má absorção do hormônio, responsável por transformar o açúcar no sangue em energia para o corpo. Se não for controlada adequadamente, pode causar complicações no coração, artérias, olhos, rins e nervos.
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Pessoas com diabetes tipo 1 precisam monitorar constantemente os níveis de glicose. O método mais comum é o uso de tiras reagentes, que analisam o sangue com uma gota colhida na ponta do dedo.
Já o equipamento que Arthur usa é uma alternativa mais moderna, que monitora a glicose a cada cinco minutos e pode ser acessado até pelo celular.
“Quando eu furo o dedo, vejo a glicose naquele momento, é uma foto. Quando uso o sensor, é um filme. Consigo ver o agora e o que aconteceu durante a madrugada, por exemplo. Isso me dá um gerenciamento maior da glicose no indivíduo”, explica a endocrinologista Joana Dantas.
O problema está no custo do equipamento, que pode chegar a R$ 700 por mês, dependendo do fabricante. Como não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pacientes entram na Justiça para obter o dispositivo gratuitamente.
Desde fevereiro, a Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que propõe o fornecimento desses sensores pela rede pública de saúde. Uma esperança para quem depende da tecnologia para ter uma vida mais tranquila.
Projeto de lei propõe sensores gratuitos para controle de diabetes Dispositivo monitora glicose em tempo real e pode beneficiar mais de 92 mil jovens com diabetes tipo 1 no BrasilSaúde2025-07-24T02:14:20.050Z O avanço global da diabetes tipo 1 tem preocupado médicos e especialistas: o número de crianças e adolescentes com a doença passou de 2,3 milhões em 1990 para 8,8 milhões em 2020. As projeções indicam que o número chegará a 17,4 milhões em 2040, ou seja, deve dobrar. No Brasil, são 92.300 crianças e adolescentes vivendo com a condição. Mas um projeto de lei em análise pretende garantir, gratuitamente, um método mais prático e eficiente de controle da doença, com o uso de tecnologia: sensores aplicados na pele, trocados a cada 15 dias. O menino Arthur usa um desses dispositivos no braço. Ele tinha apenas um ano quando apresentou os primeiros sinais da diabetes tipo 1. A doença é causada pela produção insuficiente de insulina ou pela má absorção do hormônio, responsável por transformar o açúcar no sangue em energia para o corpo. Se não for controlada adequadamente, pode causar complicações no coração, artérias, olhos, rins e nervos. Pessoas com diabetes tipo 1 precisam monitorar constantemente os níveis de glicose. O método mais comum é o uso de tiras reagentes, que analisam o sangue com uma gota colhida na ponta do dedo. Já o equipamento que Arthur usa é uma alternativa mais moderna, que monitora a glicose a cada cinco minutos e pode ser acessado até pelo celular. “Quando eu furo o dedo, vejo a glicose naquele momento, é uma foto. Quando uso o sensor, é um filme. Consigo ver o agora e o que aconteceu durante a madrugada, por exemplo. Isso me dá um gerenciamento maior da glicose no indivíduo”, explica a endocrinologista Joana Dantas. O problema está no custo do equipamento, que pode chegar a R$ 700 por mês, dependendo do fabricante. Como não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pacientes entram na Justiça para obter o dispositivo gratuitamente. Desde fevereiro, a Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que propõe o fornecimento desses sensores pela rede pública de saúde. Uma esperança para quem depende da tecnologia para ter uma vida mais tranquila.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/projeto-de-lei-propoe-sensores-gratuitos-para-controle-de-diabetes
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