Parkinson pode começar nos rins e não no cérebro, diz estudo
Acúmulo de proteína específica que desencadeia condição pode preceder os sintomas cerebrais; entenda
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Wagner Lauria Jr.
30/06/2025, 18:21 • Atualizado em 30/06/2025, 18:21
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Doença renal crônica afeta mais 10 milhões de brasileiros | Freepik
A Doença de Parkinson, conhecida por afetar o cérebro e comprometer o controle dos movimentos, além de causar tremores, rigidez muscular e lentidão, pode, na verdade, ter origem fora do sistema nervoso central. Um novo estudo mostra que os rins podem ser o ponto de partida da condição neurológica
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A pesquisa aponta para o acúmulo anormal da proteína alfa-sinucleína (α-Syn) nos rins como possível fator inicial no desenvolvimento do Parkinson. Essa proteína, já há décadas associada à doença, é conhecida por se aglomerar no cérebro e provocar danos às células nervosas.
No entanto, os cientistas chineses observaram que, em alguns casos, essas aglomerações podem começar nos rins e depois migrar para o cérebro. A equipe de pesquisa analisou tecidos humanos e fez testes com camundongos geneticamente modificados.
Em amostras de pacientes com Parkinson e outras demências relacionadas a corpos de Lewy, também causadas por aglomeração de α-Syn, foi detectado crescimento anormal da proteína nos rins em 10 de 11 casos estudados.
O mesmo tipo de disfunção foi observado em 17 de 20 pessoas com doença renal crônica, embora esses indivíduos não apresentassem sintomas neurológicos. Isso sugere que a presença da proteína nos rins pode preceder os sintomas cerebrais.
Apesar do estudo abrir novas possibilidades para o diagnóstico precoce e até para o desenvolvimento de tratamentos que possam atuar antes que os sintomas neurológicos se manifestem, os pesquisadores alertam que o estudo precisa ser ampliado com testes mais abrangentes em humanos.
Parkinson pode começar nos rins e não no cérebro, diz estudoAcúmulo de proteína específica que desencadeia condição pode preceder os sintomas cerebrais; entendaSaúde2025-06-30T18:21:33.310ZA Doença de Parkinson, conhecida por afetar o cérebro e comprometer o controle dos movimentos, além de causar tremores, rigidez muscular e lentidão, pode, na verdade, ter origem fora do sistema nervoso central. Um novo estudo mostra que os rins podem ser o ponto de partida da condição neurológica A pesquisa foi realizada por pesquisadores da Universidade de Wuhan, na China, e publicada na revista científica Nature Neuroscience. Quais foram as descobertas? A pesquisa aponta para o acúmulo anormal da proteína alfa-sinucleína (α-Syn) nos rins como possível fator inicial no desenvolvimento do Parkinson. Essa proteína, já há décadas associada à doença, é conhecida por se aglomerar no cérebro e provocar danos às células nervosas. No entanto, os cientistas chineses observaram que, em alguns casos, essas aglomerações podem começar nos rins e depois migrar para o cérebro. A equipe de pesquisa analisou tecidos humanos e fez testes com camundongos geneticamente modificados. Em amostras de pacientes com Parkinson e outras , também causadas por aglomeração de α-Syn, foi detectado crescimento anormal da proteína nos rins em 10 de 11 casos estudados. O mesmo tipo de disfunção foi observado em 17 de 20 pessoas com embora esses indivíduos não apresentassem sintomas neurológicos. Isso sugere que a presença da proteína nos rins pode preceder os sintomas cerebrais. A condição nos afeta segundo o Ministério da Saúde. Promissor, mas com cautela Apesar do estudo abrir novas possibilidades para o diagnóstico precoce e até para o desenvolvimento de tratamentos que possam atuar antes que os sintomas neurológicos se manifestem, os pesquisadores alertam que o estudo precisa ser ampliado com testes mais abrangentes em humanos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/parkinson-pode-comecar-nos-rins-e-nao-no-cerebro-diz-estudo
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