Tabata Amaral defende PL da Misoginia e sugere que governo Lula vá às ruas para entender eleitor
Ao SBT News, deputada diz que buscará consenso contra ódio às mulheres e diz que candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto visa proteger família de denúncias



Vicklin Moraes
Raquel Landim
Basília Rodrigues
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou, em entrevista exclusiva ao SBT News nesta quinta-feira (30), que pretende acelerar a aprovação do PL da Misoginia, ao mesmo tempo em que cobrou maior presença política do governo no Congresso. Ela também criticou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Presidente da comissão que analisa o PL da Misoginia, Tabata afirmou que o projeto busca responder ao avanço da violência e do discurso de ódio contra mulheres, especialmente no ambiente digital.
"Você pega um menino adolescente que está ali com sentimentos complexos e chega um vídeo para ele, magicamente, dizendo que a culpa de tudo é das mulheres. Esses influencers começam a dizer que as mulheres são inferiores, têm que apanhar e sofrer. No Brasil real, as mulheres estão sendo assassinadas", alertou a deputada.
A deputada defendeu a aprovação do texto em “tempo recorde” e disse que pretende construir um consenso amplo, para além de divisões ideológicas.
“Não é uma pauta de esquerda ou direita. É um grupo de mulheres reais dizendo ‘basta’. Vou ouvir juristas, professores e lideranças religiosas para buscar votos de ponta a ponta.”
Pressão sobre o governo
Ao comentar derrotas recentes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso, como a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e a derrubada de veto ao PL da dosimetria, Tabata sugeriu mudança de estratégia do Palácio do Planalto.
"A solução não está só em buscar maioria no Congresso, porque os interesses que uniram Centrão e bolsonarismo são muito fortes. É preciso ir para as ruas, sair da bolha das redes sociais. Falta presença do governo junto à população”, afirmou.
Críticas a Flávio Bolsonaro: "Projeto Familiar"
Ao analisar as movimentações eleitorais da oposição, Tabata Amaral foi incisiva ao separar o que considera "direita ideológica" do projeto político da família Bolsonaro. Para ela, nomes como Ronaldo Caiado e Eduardo Leite representam projetos programáticos, o que não ocorreria com o filho do ex-presidente.
"Flávio Bolsonaro não é um candidato da direita. Flávio Bolsonaro é um candidato da família. Qual é a ideologia dele? Qual a proposta para enfrentar o PCC? Eu desconheço", disparou a deputada.
Segundo a deputada, a prioridade do senador estaria ligada a interesses pessoais.
“É um projeto que coloca uma família acima de tudo. Um país com mais de 200 milhões de habitantes se apequena ao não ter uma candidatura relevante de direita para debater economia e questões sociais”, concluiu.









