Ministro da Integração desiste de concorrer ao Senado e permanece no governo até dezembro
Aliado de Davi Alcolumbre, Waldez Góes enfrentaria eleição difícil no Amapá


Eduardo Gayer
O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, abriu mão de concorrer ao Senado pelo Amapá nas eleições deste ano e permanecerá no governo federal até dezembro.
Indicado à Esplanada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Góes enfrentaria uma eleição difícil. Ele estava em quarto lugar na pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (1º). No Amapá, Lula tentará reeleger o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT).
“Recebi convite do Presidente Lula para permanecer à frente do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, e aceitei essa missão com honra e senso de responsabilidade. Seguiremos dando continuidade ao trabalho iniciado em janeiro de 2023, o que me leva, neste momento, a adiar o projeto de disputar um novo cargo eletivo”, afirmou o ministro em nota.
Waldez Góes foi governador do Amapá por quatro mandatos e negociava uma migração do PDT para o União Brasil de Alcolumbre para disputar o Senado neste ano. Para isso, ele deveria se desincompatibilizar do governo até o próximo sábado (4). 12 ministros já foram exonerados para concorrer e ao menos outros dois devem fazê-lo nos próximos dias.
Com a permanência do titular da Integração e Desenvolvimento Regional, há apenas dois ministros que ainda não decidiram se permanecem no cargo ou disputam as eleições: Márcio França (Empreendedorismo) e Wolney Queiroz (Previdência).
Como revelou o SBT News, França deve ser deslocado para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em uma oferta de Lula para retirá-lo da eleição em São Paulo e abrir caminho para Fernando Haddad (PT) disputar o governo pela esquerda paulista.
Já Queiroz ainda avalia se atenderá ao pedido do presidente para ficar à frente da pasta até o final do ano. Ele pretendia ser candidato a deputado federal pelo PDT de Pernambuco.









