Política

Lula critica atuação da ONU em guerra e defende uma mudança estrutural

Presidente afirmou que o Brics não quer mais guerras e que estamos vivendo o “maior período de conflito” desde a 2° guerra

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Rafael Corrieri
Presidente Lula na Cúlpola do Brics |Ricardo Stuckert / PR

Presidente Lula na Cúlpola do Brics |Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta segunda-feira (7), a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) nas guerras. Segundo o chefe do Executivo, estamos vivendo o “maior período de conflito” desde a 2° Guerra Mundial e o Conselho de Segurança da ONU não evita esses confrontos.

“Nós estamos vivendo hoje, possivelmente, depois da Segunda Guerra Mundial, o maior período de conflito entre os países. É guerra esparramada por tudo quanto é lado. E o que é mais grave é que o Conselho de Segurança da ONU, que deveria ser o paradigma para tentar evitar que essas guerras acontecessem, eles são os promotores”, afirmou Lula em coletiva de imprensa depois da Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro.
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Segundo o presidente, ninguém mais solicita autorização para entrar em guerra e isso leva a uma perda de credibilidade da ONU.

Lula afirmou que os países do Brics não querem mais guerra e por isso discutem a “necessidade de mudança estrutural” na ONU.

“No Brics a gente tem convicção que a gente não quer mais o mundo tutelado. A gente não quer mais guerra fria. A gente não quer mais desrespeito a soberania. A gente não quer mais guerra. E é por isso que a gente está discutindo com muita profundidade a necessidade de mudança estrutural, inclusive no estatuto da ONU”, afirmou o presidente.

Segundo Lula, a realidade atual não é a mesma de 1945, quando a ONU foi criada. E por isso é preciso “recriar alguma coisa com base nos acontecimentos geopolíticos” atuais.

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