Governo brasileiro envia nesta segunda (18) aos EUA resposta sobre investigação comercial que envolve Pix
Itamaraty prepara documento após acusação de práticas “desleais” por parte do governo norte-americano
W
Warley Júnior
18/08/2025, 12:28 • Atualizado em 18/08/2025, 12:28
compartilhar
Presidente Donald Trump | Reprodução
O Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil enviará nesta segunda-feira (18) a resposta oficial ao governo dos Estados Unidos sobre a investigação comercial aberta em julho envolvendo o Pix. O documento será protocolado pela Embaixada brasileira em Washington.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
No início de agosto, o chanceler Mauro Vieira havia antecipado a data de entrega da resposta. Na ocasião, afirmou que o governo buscava soluções negociadas para evitar prejuízos maiores à relação comercial.
“Nosso governo, sob orientação do presidente Lula e seguindo as melhores tradições da política externa brasileira, trabalha para soluções negociadas desde março, antes mesmo de serem anunciadas as novas tarifas impostas pelo governo norte-americano”, disse Vieira.
Segundo o chanceler, houve uma série de contatos diplomáticos: o vice-presidente Geraldo Alckmin participou de duas reuniões com o secretário de Comércio dos EUA; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o secretário do Tesouro americano; e o próprio Mauro Vieira se encontrou com o secretário de Estado norte-americano e conversou duas vezes com o representante de Comércio Exterior da Casa Branca (USTR).
Essas negociações resultaram, de acordo com o Itamaraty, na exclusão de cerca de 700 itens da ordem executiva sobre tarifas, preservando setores como a indústria aeronáutica, o suco de laranja e a celulose.
O alvo: o Pix e outras práticas brasileiras
Entre os pontos questionados pelos Estados Unidos está o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil. A investigação ocorre no âmbito da chamada Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que permite ao governo dos EUA avaliar e adotar medidas contra práticas de outros países consideradas desleais.
Vieira classificou as acusações como infundadas. “A investigação questiona o nosso Pix e outras práticas brasileiras absolutamente legítimas”, afirmou.
Brasil recorre à OMC
Em resposta às medidas protecionistas de Washington, o governo brasileiro levou o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil incluiu o tema na agenda do Conselho Geral da entidade, sob o título “Respeito ao sistema multilateral de comércio baseado em regras”, e também abriu um procedimento de consultas sobre as tarifas impostas pelos EUA.
Segundo o Itamaraty, as tarifas unilaterais adotadas pelo governo americano “ameaçam lançar a economia mundial em uma espiral de inflação e estagnação”.
Governo brasileiro envia nesta segunda (18) aos EUA resposta sobre investigação comercial que envolve PixItamaraty prepara documento após acusação de práticas “desleais” por parte do governo norte-americanoPolítica2025-08-18T12:28:11.353ZO Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil enviará nesta segunda-feira (18) a resposta oficial ao governo dos Estados Unidos sobre a investigação comercial aberta em julho envolvendo o Pix. O documento será protocolado pela Embaixada brasileira em Washington. A investigação foi iniciada em 15 de julho, quando o . Os Estados Unidos são hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Esforço diplomático No início de agosto, o chanceler Mauro Vieira havia antecipado a data de entrega da resposta. Na ocasião, afirmou que o governo buscava soluções negociadas para evitar prejuízos maiores à relação comercial. “Nosso governo, sob orientação do presidente Lula e seguindo as melhores tradições da política externa brasileira, trabalha para soluções negociadas desde março, antes mesmo de serem anunciadas as novas tarifas impostas pelo governo norte-americano”, disse Vieira. Segundo o chanceler, houve uma série de contatos diplomáticos: o vice-presidente Geraldo Alckmin participou de duas reuniões com o secretário de Comércio dos EUA; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o secretário do Tesouro americano; e o próprio Mauro Vieira se encontrou com o secretário de Estado norte-americano e conversou duas vezes com o representante de Comércio Exterior da Casa Branca (USTR). Essas negociações resultaram, de acordo com o Itamaraty, na exclusão de cerca de 700 itens da ordem executiva sobre tarifas, preservando setores como a indústria aeronáutica, o suco de laranja e a celulose. O alvo: o Pix e outras práticas brasileiras Entre os pontos questionados pelos Estados Unidos está o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil. A investigação ocorre no âmbito da chamada Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que permite ao governo dos EUA avaliar e adotar medidas contra práticas de outros países consideradas desleais. Vieira classificou as acusações como infundadas. “A investigação questiona o nosso Pix e outras práticas brasileiras absolutamente legítimas”, afirmou. Brasil recorre à OMC Em resposta às medidas protecionistas de Washington, o governo brasileiro levou o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil incluiu o tema na agenda do Conselho Geral da entidade, sob o título “Respeito ao sistema multilateral de comércio baseado em regras”, e também abriu um procedimento de consultas sobre as tarifas impostas pelos EUA. Segundo o Itamaraty, as tarifas unilaterais adotadas pelo governo americano “ameaçam lançar a economia mundial em uma espiral de inflação e estagnação”.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/governo-brasileiro-envia-nesta-segunda-18-aos-eua-resposta-sobre-investigacao-comercial-que-envolve-pix
Único voto contra ‘pauta-bomba’, Mourão cita risco fiscal
Senador gaúcho mencionou impacto previdenciário, mas foi voto solitário apesar de discurso no mesmo tom da base governista, que terminou ao lado da aprovação