Flávio promete a aliados rever ou derrubar fim da 6x1
Apesar de anunciar voto favorável, candidato do PL sinalizou nos bastidores que pretende atender a demandas do empresariado e alterar a medida após a aprovação
Túlio Amâncio
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e candidato a presidente | Divulgação/Vittor Sales
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, garantiu a aliados que pretende atuar para modificar ou até mesmo derrubar o fim da escala de trabalho 6x1 depois da aprovação da proposta pelo Congresso Nacional.
Segundo apurou a coluna, a sinalização foi feita em conversas reservadas com integrantes de seu entorno político e atende a preocupações de setores do empresariado com os impactos da redução da jornada de trabalho sobre os custos das empresas.
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Nos bastidores, porém, Flávio indicou que o apoio à medida não significa compromisso com a manutenção definitiva das regras previstas no texto. A intenção é trabalhar por mudanças que atendam às demandas dos empresários, podendo chegar à tentativa de revogação da alteração constitucional.
A estratégia também leva em consideração o calendário eleitoral. Aliados do candidato avaliam que uma posição contrária ao fim da escala 6x1 neste momento poderia provocar desgaste na campanha, especialmente diante da mobilização popular em defesa da redução da jornada de trabalho.
Por isso, integrantes da oposição no Senado desistiram de organizar uma tropa de choque para obstruir a votação. O entendimento é que seria difícil explicar ao eleitorado, em plena disputa presidencial, a diferença entre a proposta em análise e o modelo de flexibilização defendido por Flávio.
O candidato defende maior liberdade para que trabalhadores e empregadores negociem a jornada de trabalho. A proposta é apresentada por ele como uma alternativa à redução obrigatória da carga horária semanal.
Na terça-feira, Flávio afirmou que a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja o fim da escala 6x1 e, por isso, votaria favoravelmente à mudança. Ao mesmo tempo, defendeu que o governo arque com os custos adicionais que a medida poderia impor às empresas.
A posição reflete a tentativa de conciliar o apoio público a uma proposta popular com as resistências de setores empresariais, que alertam para possíveis impactos sobre a contratação de trabalhadores e a atividade econômica.
A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer concluir a votação em dois turnos no mesmo dia, antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso por semana, sem redução salarial. Para ser aprovado, precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada turno.
A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Se aprovada sem alterações nos dois turnos, poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional.
Nesse cenário, uma eventual tentativa de Flávio de modificar ou revogar a medida dependeria de uma nova alteração constitucional, que exige apoio de três quintos dos parlamentares da Câmara e do Senado, em dois turnos de votação em cada Casa.
O fim da escala 6x1 tornou-se uma das principais bandeiras da campanha de reeleição de Lula. A votação no Senado, às vésperas do segundo turno, colocou o tema no centro da disputa entre o petista e Flávio Bolsonaro.
Flávio promete a aliados rever ou derrubar fim da 6x1Apesar de anunciar voto favorável, candidato do PL sinalizou nos bastidores que pretende atender a demandas do empresariado e alterar a medida após a aprovaçãoPolítica2026-10-14T11:05:43.921ZO senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, garantiu a aliados que pretende atuar para modificar ou até mesmo derrubar o fim da escala de trabalho 6x1 depois da aprovação da proposta pelo Congresso Nacional. + Segundo apurou a coluna, a sinalização foi feita em conversas reservadas com integrantes de seu entorno político e atende a preocupações de setores do empresariado com os impactos da redução da jornada de trabalho sobre os custos das empresas. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . A promessa contrasta com o posicionamento público adotado pelo candidato nesta terça-feira (13), quando anunciou que . Nos bastidores, porém, Flávio indicou que o apoio à medida não significa compromisso com a manutenção definitiva das regras previstas no texto. A intenção é trabalhar por mudanças que atendam às demandas dos empresários, podendo chegar à tentativa de revogação da alteração constitucional. A estratégia também leva em consideração o calendário eleitoral. Aliados do candidato avaliam que uma posição contrária ao fim da escala 6x1 neste momento poderia provocar desgaste na campanha, especialmente diante da mobilização popular em defesa da redução da jornada de trabalho. Por isso, integrantes da oposição no Senado desistiram de organizar uma tropa de choque para obstruir a votação. O entendimento é que seria difícil explicar ao eleitorado, em plena disputa presidencial, a diferença entre a proposta em análise e o modelo de flexibilização defendido por Flávio. O candidato defende maior liberdade para que trabalhadores e empregadores negociem a jornada de trabalho. A proposta é apresentada por ele como uma alternativa à redução obrigatória da carga horária semanal. Na terça-feira, Flávio afirmou que a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja o fim da escala 6x1 e, por isso, votaria favoravelmente à mudança. Ao mesmo tempo, defendeu que o governo arque com os custos adicionais que a medida poderia impor às empresas. A posição reflete a tentativa de conciliar o apoio público a uma proposta popular com as resistências de setores empresariais, que alertam para possíveis impactos sobre a contratação de trabalhadores e a atividade econômica. + Votação nesta quarta O presidente do Senado, da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1. A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer concluir a votação em dois turnos no mesmo dia, antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso por semana, sem redução salarial. Para ser aprovado, precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada turno. A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Se aprovada sem alterações nos dois turnos, poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional. Nesse cenário, uma eventual tentativa de Flávio de modificar ou revogar a medida dependeria de uma nova alteração constitucional, que exige apoio de três quintos dos parlamentares da Câmara e do Senado, em dois turnos de votação em cada Casa. O fim da escala 6x1 tornou-se uma das principais bandeiras da campanha de reeleição de Lula. A votação no Senado, às vésperas do segundo turno, colocou o tema no centro da disputa entre o petista e Flávio Bolsonaro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-promete-a-aliados-rever-ou-derrubar-fim-da-6x1