Defesa de Collor classifica tornozeleira desligada como "um incidente involuntário"
Advogados afirmam que falha no monitoramento eletrônico ocorreu no primeiro dia de prisão domiciliar e pede que STF desconsidere alerta
Victória Melo, Paola Cuenca
A defesa do ex-presidente Fernando Collor de Mello informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o desligamento da tornozeleira eletrônica por cerca de 36 horas, em maio, foi um “incidente involuntário” causado por “informações truncadas” sobre a bateria do aparelho.
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O episódio foi registrado pelo Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas de Alagoas, que informou à Corte que o dispositivo ficou sem carga das 9h05 do dia 2 de maio até 21h23 do dia seguinte. Esse período corresponde ao primeiro dia de prisão domiciliar de Collor. O ministro Alexandre de Moraes pediu que a defesa explicasse o ocorrido.
Em petição enviada no dia 24 de outubro, os advogados afirmam que, no momento da instalação da tornozeleira, em 1º de maio, o ex-presidente foi informado de que a bateria estava totalmente carregada, com autonomia de até 72 horas, e que o equipamento emitiria sinais sonoros e luminosos antes de acabar a carga.
Segundo a defesa, esses alertas não aconteceram, e o problema só foi notado quando o centro de monitoramento entrou em contato, na noite de 3 de maio. Os advogados dizem que o aparelho foi carregado imediatamente após o aviso e que o monitoramento voltou a funcionar em poucos minutos. A defesa ressalta que Collor não saiu de casa e que o caso deve ser visto como um episódio isolado.
“Não há qualquer razão plausível para se cogitar que o peticionante, beneficiado com a prisão domiciliar humanitária, descumpriria intencionalmente as medidas cautelares já no primeiro dia. O caso, com todo o respeito, não passou de um incidente involuntário, decorrente de informações truncadas repassadas ao monitorado”, diz o documento.
A defesa pede que o registro de violação seja desconsiderado e que o STF mantenha a prisão domiciliar humanitária concedida a Collor, condenado em 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava-Jato, por envolvimento em um esquema de propinas na BR Distribuidora.
Defesa de Collor classifica tornozeleira desligada como "um incidente involuntário"Advogados afirmam que falha no monitoramento eletrônico ocorreu no primeiro dia de prisão domiciliar e pede que STF desconsidere alertaPolítica2025-10-27T22:41:44.125ZA defesa do ex-presidente Fernando Collor de Mello informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o desligamento da tornozeleira eletrônica por cerca de 36 horas, em maio, foi um “incidente involuntário” causado por “informações truncadas” sobre a bateria do aparelho. O episódio foi registrado pelo Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas de Alagoas, que informou à Corte que o dispositivo ficou sem carga das 9h05 do dia 2 de maio até 21h23 do dia seguinte. Esse período corresponde ao primeiro dia de prisão domiciliar de Collor. O ministro Alexandre de Moraes pediu que a defesa explicasse o ocorrido. Em petição enviada no dia 24 de outubro, os advogados afirmam que, no momento da instalação da tornozeleira, em 1º de maio, o ex-presidente foi informado de que a bateria estava totalmente carregada, com autonomia de até 72 horas, e que o equipamento emitiria sinais sonoros e luminosos antes de acabar a carga. Segundo a defesa, esses alertas não aconteceram, e o problema só foi notado quando o centro de monitoramento entrou em contato, na noite de 3 de maio. Os advogados dizem que o aparelho foi carregado imediatamente após o aviso e que o monitoramento voltou a funcionar em poucos minutos. A defesa ressalta que Collor não saiu de casa e que o caso deve ser visto como um episódio isolado. “Não há qualquer razão plausível para se cogitar que o peticionante, beneficiado com a prisão domiciliar humanitária, descumpriria intencionalmente as medidas cautelares já no primeiro dia. O caso, com todo o respeito, não passou de um incidente involuntário, decorrente de informações truncadas repassadas ao monitorado”, diz o documento. A defesa pede que o registro de violação seja desconsiderado e que o STF mantenha a prisão domiciliar humanitária concedida a Collor, condenado em 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava-Jato, por envolvimento em um esquema de propinas na BR Distribuidora.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/defesa-de-collor-classifica-tornozeleira-desligada-como-um-incidente-involuntario
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