Crise entre STF e PF se agrava após vazamentos sobre Lulinha
Ministro relator André Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, têm protagonizado uma queda de braço
Basília Rodrigues
André Mendonça, ministro do STF, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues | Montagem: Luiz Silveira/STF e José Cruz/Agência Brasil
O vazamento de diálogo entre Fábio Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger ampliou a crise entre a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal. A transcrição das conversas estava em documentos entregues pela PF ao STF, nesta semana.
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Chamado de Informação de Polícia Judiciária (IPJ), o documento oficial traz achados da investigação e conclusões da equipe da polícia. O acesso aos dados, porém, tem autorização limitada.
Em um dos trechos, Roberta diz para Fábio que o negócio deles está em outro nível e que o futuro dos dois é na Suíça. Eles são investigados por tráfico de influência em inquéritos da PF que tramitam no STF. Os diálogos foram publicados pelo site Metrópoles e confirmados pelo SBT News.
Na avaliação de um delegado federal que acompanha o caso, se confirmado o vazamento proposital de informações por quem tem acesso aos sigilos, a defesa de Lulinha pode alegar causa de anulação de provas e da própria investigação.
O ministro relator André Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, têm protagonizado uma queda de braço sobre o ritmo e a abordagem de investigações tanto no caso Master quanto INSS, foi desse último que surgiram os inquéritos a parte sobre atuação de Lulinha. Mas também um específico sobre vazamento de dados.
Auxiliares de Mendonça negam que o ministro tenha permitido vazamentos, enquanto nos bastidores da PF o magistrado tem sido acusado de estar “rasgando a lei” para impor um controle externo à PF.
Nesta segunda-feira (17), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi chamado ao STF para conversar com o presidente do tribunal, Edson Fachin, e tratar da crise entre as instituições.
Até o momento, não houve conversa pessoal de Andrei com o ministro Mendonça sobre o assunto. O embate virou um questão entre os poderes em Brasília.
Em julho, a PF acionou a Advocacia Geral da União (AGU) contra medidas do ministro André Mendonça no caso INSS, em que reclama de acesso ao material bruto da investigação e com possibilidade de fazer pesquisa, antes mesmo de passar pelo crivo da PF.
Para a corporação, Mendonça adota “superpoderes” na figura de relator que o equipara a investigador, o que comprometeria a preservação da higidez do processo, levaria à quebra da cadeia de custódia, portanto contra a preservação de provas, e coloca em dúvida as competências da PF na investigação.
Crise entre STF e PF se agrava após vazamentos sobre LulinhaMinistro relator André Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, têm protagonizado uma queda de braçoPolítica2026-08-19T09:00:00.000ZO vazamento de diálogo entre Fábio Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger ampliou a crise entre a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal. A transcrição das conversas estava em documentos entregues pela PF ao STF, nesta semana. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. Chamado de Informação de Polícia Judiciária (IPJ), o documento oficial traz achados da investigação e conclusões da equipe da polícia. O acesso aos dados, porém, tem autorização limitada. Em um dos trechos, Roberta diz para Fábio que o negócio deles está em outro nível e que o futuro dos dois é na Suíça. Eles são investigados por tráfico de influência em inquéritos da PF que tramitam no STF. Os diálogos foram publicados pelo site Metrópoles e confirmados pelo SBT News. Na avaliação de um delegado federal que acompanha o caso, se confirmado o vazamento proposital de informações por quem tem acesso aos sigilos, a defesa de Lulinha pode alegar causa de anulação de provas e da própria investigação. O ministro relator André Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, têm protagonizado uma queda de braço sobre o ritmo e a abordagem de investigações tanto no caso Master quanto INSS, foi desse último que surgiram os inquéritos a parte sobre atuação de Lulinha. Mas também um específico sobre vazamento de dados. Auxiliares de Mendonça negam que o ministro tenha permitido vazamentos, enquanto nos bastidores da PF o magistrado tem sido acusado de estar “rasgando a lei” para impor um controle externo à PF. Nesta segunda-feira (17), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi chamado ao STF para conversar com o presidente do tribunal, Edson Fachin, e tratar da crise entre as instituições. Até o momento, não houve conversa pessoal de Andrei com o ministro Mendonça sobre o assunto. O embate virou um questão entre os poderes em Brasília. Em julho, a PF acionou a Advocacia Geral da União (AGU) contra medidas do ministro André Mendonça no caso INSS, em que reclama de acesso ao material bruto da investigação e com possibilidade de fazer pesquisa, antes mesmo de passar pelo crivo da PF. Para a corporação, Mendonça adota “superpoderes” na figura de relator que o equipara a investigador, o que comprometeria a preservação da higidez do processo, levaria à quebra da cadeia de custódia, portanto contra a preservação de provas, e coloca em dúvida as competências da PF na investigação.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/crise-de-stf-e-pf-se-agrava-apos-vazamentos-sobre-lulinha