Após inquérito, defesa de Lulinha acusa interferência da PF
Advogado petista diz que "setores da Polícia Federal" estão usando filho de Lula para interferir nas eleições
Renan Truffi
Empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha | Reprodução/Redes sociais
Integrante da defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o advogado Marco Aurélio Carvalho acusou "setores da Polícia Federal" de tentarem interferir nas eleições presidenciais de 2026.
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À coluna, Carvalho disse ver com "preocupação" os novos pedidos de inquérito feitos contra o filho do presidente nos últimos dias.
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Na visão dele, há uma "disputa" dentro da Polícia Federal que explicaria a ofensiva de alguns delegados contra o primogênito de Lula. O advogado também é coordenador da campanha de Lula à reeleição em São Paulo.
"Não estou falando de toda a instituição. Mas, como toda e qualquer instituição, ela [a Polícia Federal] está em disputa e é reflexo da disputa que está na sociedade. Então há setores [na PF], sim, que me parece que estão querendo interferir nas eleições. Isso não compromete a confiança que eu deposito no diretor-geral da PF [Andrei Rodrigues]", afirmou.
Ainda sobre este tema, Marco Aurélio Carvalho defendeu que esta ofensiva contra Lulinha só foi possível por conta da "autonomia" que a PF teria reconquistado na gestão Lula.
"A Polícia Federal, como instituição de Estado, foi devolvida ao Estado brasileiro. Ela havia sido capturada, no governo anterior [Jair Bolsonaro], por interesses políticos e eleitorais. Foi instrumentalizada por esses interesses, quando inclusive foi obrigada a conviver com a triste realidade de ver substituídos cinco dos seus diretores para que o então presidente, Jair Bolsonaro, pudesse proteger a sua família ou os seus asseclas", acusou o advogado.
Nessa sexta-feira, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito para investigar Lulinha.
A apuração, solicitada pela Polícia Federal (PF), envolve suspeita de tráfico de influência na relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira. A informação foi confirmada ao SBT News por interlocutores, já que o processo tramita sob sigilo. O caso foi distribuído por sorteio à relatoria de Mendonça.
Segundo a investigação, a PF identificou indícios de irregularidades na relação de Lulinha com Oliveira, que teria buscado fechar negócios com a Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de dados da Previdência Social.
Sócio da empresa de tecnologia 3STRUCTURE IT, Oliveira teria custeado despesas de Lulinha em troca de uma suposta atuação do filho do presidente para facilitar negócios junto ao governo federal.
Após inquérito, defesa de Lulinha acusa interferência da PFAdvogado petista diz que "setores da Polícia Federal" estão usando filho de Lula para interferir nas eleiçõesPolítica2026-08-01T15:55:29.047ZIntegrante da defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o advogado Marco Aurélio Carvalho acusou "setores da Polícia Federal" de tentarem interferir nas eleições presidenciais de 2026. À coluna, Carvalho disse ver com "preocupação" os novos pedidos de inquérito feitos contra o filho do presidente nos últimos dias. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Na visão dele, há uma "disputa" dentro da Polícia Federal que explicaria a ofensiva de alguns delegados contra o primogênito de Lula. O advogado também é coordenador da campanha de Lula à reeleição em São Paulo. "Não estou falando de toda a instituição. Mas, como toda e qualquer instituição, ela [a Polícia Federal] está em disputa e é reflexo da disputa que está na sociedade. Então há setores [na PF], sim, que me parece que estão querendo interferir nas eleições. Isso não compromete a confiança que eu deposito no diretor-geral da PF [Andrei Rodrigues]", afirmou. Ainda sobre este tema, Marco Aurélio Carvalho defendeu que esta ofensiva contra Lulinha só foi possível por conta da "autonomia" que a PF teria reconquistado na gestão Lula. "A Polícia Federal, como instituição de Estado, foi devolvida ao Estado brasileiro. Ela havia sido capturada, no governo anterior [Jair Bolsonaro], por interesses políticos e eleitorais. Foi instrumentalizada por esses interesses, quando inclusive foi obrigada a conviver com a triste realidade de ver substituídos cinco dos seus diretores para que o então presidente, Jair Bolsonaro, pudesse proteger a sua família ou os seus asseclas", acusou o advogado. Nessa sexta-feira, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um novo inquérito para investigar Lulinha. A apuração, solicitada pela Polícia Federal (PF), envolve suspeita de tráfico de influência na relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira. A informação foi confirmada ao SBT News por interlocutores, já que o processo tramita sob sigilo. O caso foi distribuído por sorteio à relatoria de Mendonça. Segundo a investigação, a PF identificou indícios de irregularidades na relação de Lulinha com Oliveira, que teria buscado fechar negócios com a Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de dados da Previdência Social. Sócio da empresa de tecnologia 3STRUCTURE IT, Oliveira teria custeado despesas de Lulinha em troca de uma suposta atuação do filho do presidente para facilitar negócios junto ao governo federal.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/apos-inquerito-defesa-de-lulinha-fala-em-interfencia-da-pf
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