Política

Autoridades seriam alvos por endurecer penas do PCC

Moro, Gakiya e outros foram eleitos alvos de facção por transferências de lideranças e corte de benefícios

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Ricardo Brandt
22/03/2023, 13:55 • Atualizado em 31/10/2023, 17:08
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Autoridades seriam alvos por endurecer penas do PCC

Autoridades seriam alvos por endurecer penas do PCC

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O plano do PCC de ataques coordenados contra autoridades alvo da Operação Sequaz, nesta 4ª feira (22.mar) foi vingança (veja abaixo). Segundo as investigações, os alvos foram eleitos por medidas que resultaram na transferência de lideranças da facção para presídios de segurança máxima e corte de benefícios nos presídios. 

As apurações que uniram Polícia Federal, Ministério Público e Polícia Militar identificaram que o plano foi iniciado em 2022, ano seguinte à determinação do Ministério da Justiça e Segurança Pública de isolar e mudar de presídios as principais lideranças do PCC.

Entre elas, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. O ministro na época era o atual senador Sérgio Moro (União-PR), um dos alvos do plano. 

Moro classificou como "retaliação" os ataques planejados contra ele. Por redes sociais, o senador agradeceu os policiais.

O ministro da Justiça e Segurança, Flávio Dino, também se manifestou em uma rede social sobre a operação.

Vingança

O ataque simultâneo que seria realizado contra autoridades foi uma reação à portaria editada em 2019, pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e assinada pelo então ministro da Justiça, Sérgio Moro. 

A medida cortou as visitas íntimas nos presídios de segurança máxima federais, para onde as principais lideranças do PCC foram transferidas.  também está entre os motivos dos planos de retaliação contra Moro. A restrição passou a valer a partir de 2020 e 2021.

O plano de ataques alvo da Sequaz teria sido iniciado em 2022, em reação à transferência de lideranças do PCC, incluindo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola (principal liderança da facção), um ano antes. 

Marcola estava detido no complexo de segurança máxima de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo. Foi transferido para Brasília, levado para Rondônia e voltou. Ao todo, 22 lideranças foram removidas de São Paulo. 

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