Veja as principais mudanças do STF para operações policiais em comunidades
Entre as medidas está a proibição de buscas dentro de residências à noite; governo do Rio aprova decisão

Fabiano Martinez
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as operações policiais em comunidades não precisam mais ser comunicadas com antecedência. No entanto, a Corte impôs novas regras que devem ser seguidas pelas forças de segurança, com o objetivo de garantir maior controle e responsabilidade nas ações.
Entre as exigências, está a obrigação de que as polícias apresentem justificativas após a realização das operações e documentem o uso proporcional e necessário da força empregada. Além disso, todas as ações devem ser previamente planejadas para garantir maior eficácia e segurança.
Uma das mudanças mais significativas é a proibição de buscas dentro de residências à noite, salvo em casos excepcionais. As buscas deverão ocorrer somente durante o dia. Ambulâncias também devem ser posicionadas próximas aos locais das operações, para garantir socorro imediato às vítimas dos confrontos.
O governo estadual tem até 180 dias para cumprir as novas determinações, incluindo a instalação de câmeras nas viaturas das forças de segurança do Rio de Janeiro, conforme decisão do STF.
Aprovação do governo
Apesar das exigências rigorosas, o governador Cláudio Castro aprovou as mudanças. Ele afirmou que as novas medidas são essenciais para equilibrar a segurança pública e os direitos dos cidadãos.
Além disso, o STF autorizou o uso de helicópteros nas operações, desde que respeitadas as diretrizes determinadas, como a preservação de vidas e o planejamento prévio das ações.
Outra determinação importante foi a criação de um planejamento específico para a retomada de territórios ocupados por facções criminosas. O Supremo também reforçou a importância da atuação da Polícia Federal em crimes de repercussão nacional e internacional cometidos por essas organizações no estado.
Em um contexto ainda marcado pela violência, nesta semana, o filho da médica Gisele Mendes, capitã da Marinha, que foi morta por uma bala perdida dentro do Hospital Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos, no ano passado, falou sobre a importância da medida, que visa regular a atuação das forças de segurança nas comunidades.