Eduardo Bolsonaro pede ao presidente da Câmara para exercer mandato dos EUA
Deputado federal diz que é forçado a permanecer nos EUA "em razão de perseguições políticas"

SBT News
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para exercer o mandato dos Estados Unidos. Ele alega que é "forçado" a permanecer nos EUA "em razão de perseguições políticas".
Eduardo solicita que "sejam criados e assegurados os mecanismos necessários para exercício pleno do meu mandato parlamentar, inclusive à distância". No ofício, ele alega que tem realizado "diplomacia parlamentar" nos Estados Unidos.
O deputado está nos EUA desde o início de 2025. Em março, pediu licença do mandato na Câmara e anunciou que ficaria no país para buscar "sanções aos violadores dos direitos humanos", referindo-se a autoridades e a Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
Entre as sanções, os EUA impuseram tarifas de 50% a produtos brasileiros.
Eduardo esteve afastado do mandato por 120 dias a pedido próprio, mas a licença terminou em julho. Desde o retorno do recesso parlamentar, ele acumula faltas.
Em entrevistas recentes, Hugo Motta tem se manifestado contra o mandato remoto.
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Reação governista
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Faria, classificou a medida de absurda. "Eduardo Bolsonaro teve a ousadia de pedir pra exercer o mandato direto dos Estados Unidos, de onde vive tramando contra o Brasil. Esse ofício precisa ir pra lata do lixo. A Câmara tem que cassar Eduardo e Carla Zambelli e dar um chega pra lá nessa turma golpista", disse, em post divulgado nesta sexta-feira (29).