Polícia investiga denúncias de maus-tratos em creche particular no RJ
Vídeos mostram agressões contra crianças e indícios de más condições de higiene em instituição particular
SBT Brasil
A Polícia Civil investiga denúncias de maus-tratos em uma creche particular em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. As vítimas são crianças com idades entre 2 e 5 anos.
Os vídeos foram gravados por uma mulher que trabalhou na unidade. Em uma das imagens, uma funcionária aparece agredindo uma criança com tapas na cabeça. Em outra gravação, uma funcionária força uma das crianças a permanecer deitada em um colchão.
Além das agressões, os registros também mostram sujeira nas salas, na cozinha e indícios de más condições de higiene. As imagens foram feitas na creche Cantinho do Céu, em São Gonçalo. A instituição particular atende cerca de 40 crianças.
Os pais afirmam que as crianças já demonstravam medo e resistência para frequentar a creche. Segundo eles, somente após a divulgação dos vídeos foi possível entender o que estaria acontecendo dentro da instituição.
Raíssa Cristina, mãe de uma das crianças que aparece nas imagens sendo agredida, contou que percebeu mudanças no comportamento do filho. A criança foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista.
“Eu percebi que meu filho apresentava um comportamento muito agressivo. Ele chorava muito, gritava muito, está sem dormir. Então isso me acendeu um alerta. Ele me agarrava muito para não entrar”, relata.
Revoltadas, mães de alunos se reuniram em frente à creche para cobrar explicações e punição aos responsáveis.
Depois da repercussão do caso, a diretora da creche publicou um vídeo afirmando que a instituição não concorda com as agressões e informou que as funcionárias envolvidas nos episódios foram afastadas.
“A creche não compactuou com os fatos envolvidos. A creche quer se colocar à disposição para colaborar com as investigações. Por fim, reforçar que as providências já estão sendo tomadas”, afirma Gisele dos Santos, diretora da unidade.
A Polícia Civil investiga o caso. Parentes das crianças e uma das funcionárias suspeitas de participar das agressões já prestaram depoimento. A Prefeitura de São Gonçalo informou que a creche não possui convênio com o município e que o Conselho Municipal de Educação será acionado para adoção das medidas cabíveis.








