Uefa suspende Prestianni por homofobia e não por racismo; entenda
Decisão foi publicada nesta sexta-feira (24), três meses após denúncia de conduta discriminatória


Gabriel Sponton
O Departamento de Controle, Ética e Disciplina (CEDB) da Uefa suspendeu, nesta sexta-feira (24) o jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, por homofobia contra o brasileiro Vinicius Jr., do Real Madrid.
Segundo a decisão do CEDB, Prestianni está suspenso de 6 jogos oficiais Uefa, tanto de clubes como de seleções e a "suspensão de três (3) destes jogos está sujeita a um período probatório de dois (2) anos", já incluindo a suspensão provisória cumprida pelo argentino na partida entre Benfica e Real Madrid, em 25 de fevereiro de 2026. A entidade ainda solicita à FIFA que a decisão se estenda "a nível mundial".
Racismo ou homofobia? Relembre o caso
Na partida entre Real Madrid e Benfica, no dia 17 de fevereiro de 2026, pela Liga dos Campeões, o atacante Vinicius Jr. acusou o Gianluca Prestianni de racismo em uma confusão logo após marcar o gol da vitória do time espanhol.
Depois de um tumulto que iniciou na comemoração de Vini, Prestianni teria chamado o brasileiro de "mono" (macaco, em espanhol). No momento, o atacante do Real Madrid fez a denúncia ao árbitro da partida, que acionou o protocolo antirracismo, mas imagens mostraram o jogador argentino cobrindo o rosto com a camisa, dificultando a identificação das declarações.
Três dias após a partida, Gianluca Prestianni foi ouvido pela Uefa e, segundo uma apuração da ESPN, declarou não ter chamado Vini Jr. de "mono", mas sim de "maricón" (marica, em espanhol), contrariando a versão do brasileiro e de outros jogadores do Real Madrid, como o francês Kylian Mbappé.
Após 66 dias da denúncia de racismo, a Uefa condenou Prestianni por conduta discriminatória, mas aceitou sua versão de que não houve racismo, e sim homofobia.









