O que muda após acordo bilionário da Anthropic nos EUA
Justiça aprovou pagamento de US$ 1,5 bilhão em ação sobre uso de livros protegidos para treinar inteligência artificial
Reuters
A Justiça dos Estados Unidos aprovou o acordo de US$ 1,5 bilhão entre a Anthropic e um grupo de autores que acusava a empresa de utilizar livros protegidos por direitos autorais para treinar o chatbot de inteligência artificial Claude.
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A decisão foi proferida pela juíza federal Araceli Martinez-Olguin, em São Francisco, e encerra a primeira grande ação coletiva do país envolvendo direitos autorais e treinamento de modelos de IA.
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O acordo é considerado o maior já firmado em um processo do tipo nos Estados Unidos e ocorre em meio ao aumento das disputas judiciais entre empresas de inteligência artificial, escritores, editoras e veículos de comunicação.
A ação foi apresentada em 2024 por autores que acusaram a Anthropic de utilizar versões pirateadas de seus livros para desenvolver o Claude, modelo de inteligência artificial apoiado pela Amazon e pela Alphabet, controladora do Google.
Em decisão anterior, a Justiça entendeu que o treinamento da IA poderia ser enquadrado como uso justo ("fair use") da legislação norte-americana. No entanto, concluiu que a empresa violou os direitos autorais ao manter uma biblioteca com mais de 7 milhões de livros pirateados, independentemente de todos terem sido usados no treinamento do sistema.
Acordo divide autores
Apesar da aprovação judicial, parte dos escritores contestou o valor da indenização, alegando que a compensação é insuficiente diante da dimensão do caso. Também houve críticas aos honorários destinados aos advogados responsáveis pela ação coletiva e à exclusão de alguns titulares de direitos autorais do acordo.
Além disso, alguns autores e editoras optaram por não aderir ao entendimento firmado com a Anthropic e decidiram manter processos próprios contra a empresa.
Disputa pode influenciar setor de IA
O desfecho é visto como um marco para a indústria de inteligência artificial, que enfrenta uma série de ações movidas por autores, artistas, editoras e empresas de mídia sobre o uso de obras protegidas para treinar modelos generativos.
Embora o acordo encerre a ação coletiva contra a Anthropic, outras disputas semelhantes continuam em tramitação na Justiça dos Estados Unidos e poderão definir os limites legais do treinamento de sistemas de IA com conteúdo protegido por direitos autorais.
O que muda após acordo bilionário da Anthropic nos EUAJustiça aprovou pagamento de US$ 1,5 bilhão em ação sobre uso de livros protegidos para treinar inteligência artificialMundo2026-07-22T03:21:46.961ZA Justiça dos Estados Unidos aprovou o acordo de US$ 1,5 bilhão entre a Anthropic e um grupo de autores que acusava a empresa de utilizar livros protegidos por direitos autorais para treinar o chatbot de inteligência artificial Claude. A decisão foi proferida pela juíza federal Araceli Martinez-Olguin, em São Francisco, e encerra a primeira grande ação coletiva do país envolvendo direitos autorais e treinamento de modelos de IA. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O acordo é considerado o maior já firmado em um processo do tipo nos Estados Unidos e ocorre em meio ao aumento das disputas judiciais entre empresas de inteligência artificial, escritores, editoras e veículos de comunicação. A ação foi apresentada em 2024 por autores que acusaram a Anthropic de utilizar versões pirateadas de seus livros para desenvolver o Claude, modelo de inteligência artificial apoiado pela Amazon e pela Alphabet, controladora do Google. Em decisão anterior, a Justiça entendeu que o treinamento da IA poderia ser enquadrado como uso justo ("fair use") da legislação norte-americana. No entanto, concluiu que a empresa violou os direitos autorais ao manter uma biblioteca com mais de 7 milhões de livros pirateados, independentemente de todos terem sido usados no treinamento do sistema. Acordo divide autores Apesar da aprovação judicial, parte dos escritores contestou o valor da indenização, alegando que a compensação é insuficiente diante da dimensão do caso. Também houve críticas aos honorários destinados aos advogados responsáveis pela ação coletiva e à exclusão de alguns titulares de direitos autorais do acordo. Além disso, alguns autores e editoras optaram por não aderir ao entendimento firmado com a Anthropic e decidiram manter processos próprios contra a empresa. Disputa pode influenciar setor de IA O desfecho é visto como um marco para a indústria de inteligência artificial, que enfrenta uma série de ações movidas por autores, artistas, editoras e empresas de mídia sobre o uso de obras protegidas para treinar modelos generativos. Embora o acordo encerre a ação coletiva contra a Anthropic, outras disputas semelhantes continuam em tramitação na Justiça dos Estados Unidos e poderão definir os limites legais do treinamento de sistemas de IA com conteúdo protegido por direitos autorais.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/o-que-muda-apos-acordo-bilionario-da-anthropic-nos-eua