Juiz dos EUA rejeita 10 de 13 acusações de Blake Lively contra Justin Baldoni, incluindo assédio
Decisão aponta questões de jurisdição; outras três acusações movidas pela atriz contra o colega de elenco em "É Assim que Acaba" serão julgadas em maio



SBT News
com informações da Reuters
Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou 10 das 13 acusações do processo movido pela atriz Blake Lively contra o ator e diretor Justin Baldoni, incluindo as alegações de que ele a assediou sexualmente durante as filmagens do filme "É Assim Que Acaba", no qual estrelaram juntos em 2024.
A decisão foi proferida pelo juiz distrital Lewis Liman, em Manhattan, Nova York, que aponta como um dos motivos, questões de jurisdição, afirmando que a atriz entrou com a ação com base em uma lei da Califórnia, mas a suposta conduta irregular ocorreu em outro local.
As três acusações que sobraram — quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação — devem ser julgadas em maio.

Conhecida por seus papéis no seriado "Gossip Girl" e no filme "Quatro Amigas e um Jeans Viajante", Blake Lively, de 38 anos, processou Baldoni e a empresa dele, a Wayfarer Studios, em dezembro de 2024, buscando indenizações não especificadas por supostos assédio, difamação, invasão de privacidade e violações de leis federais e estaduais de direitos civis.
Ela alega que os réus criaram um ambiente sexualizado durante a produção do filme e, depois, teriam conspirado para silenciá-la e a outras pessoas que quisessem denunciar o ambiente hostil.
Justin Baldoni, de 42 anos, rebateu dizendo que resolveu as preocupações de Lively assim que elas foram levantadas e que tinha o direito de contratar uma empresa de gerenciamento de crise após a atriz começar a criticá-lo publicamente.
A disputa se tornou pública em dezembro de 2024, quando Lively apresentou uma queixa contra o Departamento de Direitos Civis da Califórnia, seguida pela ação judicial. O caso gerou grande repercussão e envolveu nomes como a cantora Taylor Swift, a modelo Gigi Hadid e o ator Hugh Jackman, todos os quais, segundo Lively, poderiam ter informações que sustentariam suas alegações.
Os principais argumentos da defesa da atriz são de que Baldoni teria passado dos limites em diversas ocasiões, inclusive desviando-se do roteiro ao acrescentar conteúdo sexual desnecessário.
A advogada de Lively, Esra Hudson, disse que isso incluiu uma sequência de dança em que Baldoni supostamente "acariciou" Lively sem consentimento e uma cena em que a personagem de Lively estava dando à luz e ela foi pressionada a usar pouca roupa e simular nudez.
Na decisão, o juiz escreveu que a suposta conduta de Baldoni parecia ser dirigida à personagem de Lively na cena, e não à própria atriz.
"Artistas criativos, assim como escritores de salas de comédia, devem ter algum espaço para fazer experiências dentro dos limites de um roteiro acordado sem medo de serem responsabilizados por assédio sexual", escreveu o juiz ao indeferir a acusação.
Em junho do ano passado, o juiz Lewis Liman rejeitou o processo movido por Justin Baldoni contra Blake Lively e o marido, o ator Ryan Reynolds, por difamação. No processo, Baldoni alegou que ambos tentaram destruir sua reputação.









