Húngaros vão às urnas neste domingo (12) em eleição que ameaça 16 anos de poder de Orban
Oposição lidera pesquisas e projeta vitória em pleito parlamentar; atual presidente diz que partido vai surpreender


Reuters
Os húngaros vão às urnas neste domingo (12) em uma eleição parlamentar que pode ser histórica. As seções eleitorais abriram no país às 6h no horário local, em um pleito que pode encerrar os 16 anos de poder do primeiro-ministro Viktor Orbán.
Orbán, de 62 anos, lidera o partido Fidesz e busca se manter no cargo. Nacionalista, ele desenvolveu um modelo que define como “democracia iliberal”, associado por aliados a referências como o movimento Make America Great Again (MAGA), ligado ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Nos últimos anos, parte da população tem demonstrado desgaste com o governo, após três anos de estagnação econômica e aumento do custo de vida, além de relatos sobre enriquecimento de aliados. Em ato no sábado (11), Orbán afirmou que seu partido deve conquistar uma vitória que “surpreenderá a todos”.
Do outro lado, o principal adversário é Peter Magyar, líder do partido de oposição Tisza, de centro-direita. Ele afirmou que a eleição representa uma escolha “entre o Leste e o Oeste” e disse que a legenda deve vencer a disputa. Após votar, declarou que cada voto conta e pediu que eleitores relatem eventuais irregularidades.
Pesquisas de opinião indicam o Fidesz atrás do Tisza por uma margem de 7 a 9 pontos percentuais, com o partido de oposição entre 38% e 41%.
A votação é acompanhada de perto por membros da União Europeia, que fazem críticas ao governo húngaro em temas como funcionamento das instituições, liberdade de imprensa e direitos de minorias. Orbán mantém proximidade com o presidente russo Vladimir Putin.
A eleição define os 199 assentos do Parlamento. A votação começou às 6h no horário local (1h no horário de Brasília) e deve terminar às 19h (14h no horário de Brasília).









