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Boletim médico revela melhora de Biden em meio a desistência do presidente à reeleição

Líder democrata continua desempenhando todas as funções presidenciais, segundo comunicado divulgado neste domingo (21)

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Juliana Picanço
21/07/2024, 19:47 • Atualizado em 21/07/2024, 19:50
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Biden havia programado um discurso em Las Vegas nesta noite, como parte de sua campanha à reeleição presidencial | Reprodução

Biden havia programado um discurso em Las Vegas nesta noite, como parte de sua campanha à reeleição presidencial | Reprodução

Os sintomas de Covid do presidente dos EUA, Joe Biden, melhoraram "significativamente" neste domingo (21), segundo um boletim de seu médico, Kevin O'Connor.

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Biden continua a apresentar alguns sintomas leves da doença, anunciada na quarta (18), mas o seu pulso, pressão arterial, frequência respiratória e temperatura "permanecem absolutamente normais", conforme o médico. A saturação de oxigênio do líder democrata continua excelente em ar ambiente e os pulmões permanecem limpos.

"O Presidente continua a tolerar o tratamento sem qualquer dificuldade e continuará com o PAXLOVID conforme planeado. Ele continua a desempenhar todas as suas funções presidenciais", diz o comunicado.

O boletim médico foi divulgado um pouco antes de Biden divulgar uma carta abrindo mão da candidatura dele pelo partido Democrata à reeleição dos Estados Unidos.

Em carta divulgada na tarde deste domingo (21), Biden pontou feitos do governo e escreveu que "acredito que é do interesse do meu partido e do país que eu abra mão e me concentre exclusivamente no cumprimento dos meus deveres como Presidente durante o resto do meu mandato."

O atual presidente dos EUA também disse que deve falar à nação ainda esta semana.

Logo após anunciar que desistiu, Biden fez uma publicação apoiando a candidatura da vice-presidente Kamala Harris ao cargo. O comunicado de que não iria permanecer na campanha foi feito por meio de uma carta publicada nas redes sociais.

Veja a carta na íntegra:

Meus companheiros americanos,

Nos últimos três anos e meio, fizemos grandes progressos como Nação.

Hoje, a América tem a economia mais forte do mundo. Fizemos investimentos históricos na reconstrução da nossa nação, na redução dos custos dos medicamentos prescritos para os idosos e na expansão dos cuidados de saúde acessíveis a um número recorde de americanos. Fornecemos cuidados extremamente necessários a um milhão de veteranos expostos a substâncias tóxicas.

Aprovamos a primeira lei de segurança de armas em 30 anos. Nomeamos a primeira mulher afro-americana para a Suprema Corte. E aprovamos a legislação climática mais significativa da história do mundo. A América nunca esteve melhor posicionada para liderar do que estamos hoje.

Sei que nada disso poderia ter sido feito sem vocês, povo americano. Juntos, superamos uma pandemia que ocorre uma vez num século e a pior crise econômica desde a Grande Depressão. Protegemos e preservamos a nossa democracia. E revitalizamos e fortalecemos nossas alianças em todo o mundo.

Foi a maior honra da minha vida servir como seu presidente. E embora tenha sido minha intenção procurar a reeleição, acredito que é do interesse do meu partido e do país que eu abra mão e me concentre exclusivamente no cumprimento dos meus deveres como Presidente durante o resto do meu mandato. Falarei à Nação ainda esta semana com mais detalhes sobre minha decisão.

Por enquanto, deixe-me expressar minha mais profunda gratidão a todos aqueles que trabalharam tanto para me ver reeleito. Quero agradecer à vice-presidente Kamala Harris por ser uma parceira extraordinária em todo este trabalho. E deixe-me expressar o meu sincero agradecimento ao povo americano pela fé e confiança que depositou em mim.

Acredito hoje no que sempre acreditei: que não há nada que a América não possa fazer – quando fazemos isso juntos. Só temos que lembrar que somos os Estados Unidos da América.

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