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Pela primeira vez, norte-americanos pagam R$ 6,60 pelo litro da gasolina

Valor é o maior já visto e, diante da tendência de mais altas, preocupa Joe Biden

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Pablo Valler
Joe Biden

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No fim de semana, pela primeira vez na história dos Estados Unidos, o preço médio do galão de gasolina atingiu os US$ 5 -- ou R$ 6,60 o litro.

O levantamento é de um clube de automobilistas, o AAA, e mostra que o valor do combustível mais que dobrou desde o início do enfrentamento à pandemia.

O aumento do valor da energia foi responsável por boa parte do contínuo aumento da inflação, que acelerou novamente em maio.

O índice de preços ao consumidor, divulgado pela última vez na 6ª feira (10.jun), mostrou alta de 1% só no último mês, ou 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

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O governo norte-americano vem apontando a invasão da Ucrânia pela Rússia como a principal razão aumento de preços do petróleo, o que por sua vez elevou os custos do combustível.

O índice internacional de petróleo, o Brent, subiu para mais de US$ 120 contra os mínimos de quase US$ 10 por barril durante a fase profunda da pandemia, há dois anos.

Nos últimos meses, a Casa Branca liberou volumes recordes de petróleo do estoque de emergência e também pediu aos países da Opep+ que aumentem significativamente a oferta.

O presidente norte-americano também culpou as companhias petrolíferas. Ao discursar em Los Angeles na 6ª feira (10.jun), Biden mirou a ExxonMobil, a maior empresa de petróleo dos EUA, dizendo que "ganhou mais dinheiro do que Deus este ano".

Executivos de companhias petrolíferas americanas dizem que a exigência dos investidores de Wall Street de que gastem o lucro dos altos preços do petróleo em dividendos, e não em nova produção, conteve as despesas com novos suprimentos.

Biden e outras autoridades, incluindo a secretária do Tesouro, Janet Yellen, disseram repetidamente que combater a alta inflação é a "prioridade número um" do governo, mensagem que eles entenderam quando os índices de aprovação do presidente atingiram recordes de baixa.

Parlamentares republicanos aproveitaram para interrogar Yellen em depoimentos ao Congresso, forçando-a a defender o governo Biden das acusações de que ele alimentou as pressões de preços por meio de seus gastos.

Biden ainda encorajou o Federal Reserve a fazer o que for preciso para combater a inflação, enfatizando sua independência à medida que aumenta rapidamente as taxas de juros. Desde março, o banco central dos EUA elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, e na próxima semana deverá implementar mais um aumento de 0,5 ponto.

Vários aumentos são esperados até o segundo semestre desse ano.

Com informações do Financial Times

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