Ex-presidente do BRB vai pedir transferência para a PF ou regime domiciliar para avançar em delação
Paulo Henrique Costa teve a prisão preventiva mantida nesta sexta-feira (24) pela Segunda Turma do STF


Marcela Mattos
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa deve apresentar nos próximos dias um pedido para ser transferido do Complexo da Papuda para o regime domiciliar ou para a superintendência da Polícia Federal.
O argumento utilizado pelos advogados de Costa será a necessidade de maior privacidade, visto que o ex-chefe do Banco Regional de Brasília pretende avançar em um acordo de delação premiada. Assim, a defesa deve alegar a necessidade de ter total confidencialidade durante as negociações com o cliente sobre a colaboração.
Também deve ser destacada a necessidade de haver maior segurança para o ex-chefe do BRB.
A prioridade é a de se obter a transferência para o regime domiciliar com a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, enquanto a delação estiver em curso. Depois disso, espera-se que o acordo seja validado e Paulo Henrique Costa siga em casa.
Nesta sexta-feira (24), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, por unanimidade, a prisão preventiva contra o ex-chefe do BRB decretada no último dia 16 pelo ministro André Mendonça, relator das investigações do Banco Master.
Costa foi acusado de negociar o recebimento de R$146 milhões em propinas pagas por meio de imóveis de luxo em troca de facilitar a aquisição do Banco Master pelo BRB. O negócio é alvo de investigação na Suprema Corte.
Um dos possíveis alvos da delação de Paulo Henrique Costa é o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Nos últimos dias, o ex-chefe do BRB trocou de advogado e passou a discutir a possibilidade de fechar um acordo de colaboração com os investigadores.









