Salles será julgado na ação em que é réu por favorecer mineradoras
MP acusou o então secretário de Meio Ambiente de fazer mudanças em um plano de manejo

O atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em entrevista durante evento
Salles foi secretário do Meio Ambiente do último mandato do governo de Geraldo Alckmin, entre 2016 e 2017.
Ele é réu no processo e foi condenado em 1ª instância em dezembro de 2018 por improbidade administrativa. A Justiça determinou, entre outras punições, a suspensão dos direitos políticos de Salles por três anos.
Na denúncia apresentada pelo Ministério Público, Salles é apontado de cometer diversas irregularidades no procedimento de elaboração e aprovação do plano de manejo. De acordo com a promotoria, o então secretário de Meio Ambiente do governo de São Paulo teria modificado mapas elaborados pela USP, alterado a minuta do decreto do plano de manejo e perseguido funcionários da Fundação Florestal com o objetivo de beneficiar setores empresariais, em especial empresas de mineração ligadas à Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
A Fiesp também foi condenada em primeira instância e terá que pagar multa, caso a condenação seja mantida.
O hoje ministro tem negado todas as acusações contra ele e afirmado que, até agora, não recebeu nenhuma decisão contrária.
O caso será analisado pela 1ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente.
Até o fechamento desta reportagem, Salles -que foi procurado por meio da assessoria- não se manifestou.














