Governo

"Houve separação clara entre atos", diz Bolsonaro sobre 7 de Setembro

Presidente rebateu acusações de que cometeu abuso de poder

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Guilherme Resck
09/09/2022, 00:20 • Atualizado em 31/10/2023, 02:49
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Jair Bolsonaro fala, em live, ao lado de intérprete de Libras (Reprodução/YouTube)

Jair Bolsonaro fala, em live, ao lado de intérprete de Libras (Reprodução/YouTube)

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu nesta 5ª feira (8.set), em sua live semanal, as acusações de que cometeu abuso de poder em decorrência da forma como se envolveu nos atos do 7 de Setembro na capital federal e no Rio de Janeiro. Segundo o chefe do Executivo, isso não ocorreu, porque pagou todas as suas despesas e "houve uma separação clara entre o ato cívico-militar e o ato do lado de fora".

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Segundo Bolsonaro, esta 4ª feira "foi um dia especial para o Brasil, onde o povo compareceu em massa". Ele classificou a manifestação do qual participou em Copacabana, no Rio de Janeiro, como "uma perfeita sintonia entre o presidente da República e a população". "População esta que nós devemos lealdade e ponto final".

Ainda sobre o tema, disse que convidou todas as autoridades de Brasília, como os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), para participarem do ato cívico-militar na capital federal e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia ter ido na manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo: "Não estava proibido ninguém de não ir nesse evento [em Brasília]. Aonde foi o Lula? Ele podia ter ido na Paulista". A manifestação na Paulista foi organizada pelo movimento direitista Nas Ruas.

Segundo o chefe do Executivo federal, no ato com apoiadores em Brasília, "o povo vibrou com a simplicidade" sua e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, "com a verdade, aquilo que vem falando há muito tempo". "O povo está cada vez mais ciente do que é o Poder Executivo, o Legislativo, o Poder Judiciário. Eles participam ativamente. Eles estão preocupados com o seu futuro, se lá na frente quem chegar a presidente vai defender a liberdade ou não. Eles sabem o que está acontecendo na Venezuela, na Argentina".

Em outro momento da live, o presidente disse que a alíquota do PIS/Cofins e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis) sobre gasolina, diesel e etanol ficarão zerados em 2023. "O que nós descobrimos, a equipe do Paulo Guedes descobriu? Que diminuindo impostos, aumenta a arrecadação, esse é o novo Brasil", acrescentou. Na sequência, voltou a dizer que o Auxílio Brasil de R$ 600,00 será mantido no próximo ano: "Está garantido também os R$ 600,00 no ano que vem. Hoje, no papel, está garantido os R$ 400,00, esse extra de 200 vai ser incorporado no ano que vem. Almocei hoje com o [presidente da Câmara] Arthur Lira, é outra pessoa de respeito. Como tantas outras no Parlamento brasileiro. É lá o candidato a deputado federal por Alagoas. O Lira, também conversei com ele, está garantido. A proposta que vai ser apresentado pelo Paulo Guedes, ele vai se empenhar para botar em pauta e votar esses R$ 200,00 extras para continuar valendo a partir do ano que vem os R$ 600,00".

Bolsonaro elogiou Lira na live e afirmou que ele precisa ser reeleito. "O que esse cara fez por todos nós nos combustíveis, o que fez por nós também quando votou o Auxílio Emergencial de R$ 400,00, um trabalho excepcional", pontuou. 

Imóveis

Falando sobre a reportagem do portal UOL que investigou 107 imóveis comprados por familiares de Bolsonaro desde 1990, o presidente disse ter ligado para seus irmãos e parentes e avisado eles para terem cuidado porque será feita busca e apreensão nas casas deles "daqui a poucos dias, para ter aquele escândalo da mídia". A ação, segundo o chefe do Executivo, será "para ver se tem indício da grana que o presidente mandou" para os parentes "para comprar 107 imóveis ao longo de 32 anos". Ele chamou a apuração do veículo de "trabalho sujo".

Piso da enfermagem

Outro tema abordado pelo presidente foi a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender o piso salarial da enfermagem. "De  forma monocrática o senhor Barroso pega e fala 'não, 4.600 é muito para enfermeiro'. Então, dá uma liminar no penúltimo dia contra o piso dos enfermeiros. Fiz a minha parte, querem botar agora na minha conta que eu trabalhei para derrubar o piso?", falou Bolsonaro. Ele lamentou a decisão do magistrado.

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