Janja: “Sem dona Marisa, talvez a história fosse outra”
Primeira-dama abriu o primeiro ato de campanha de Lula e lembrou o papel da ex-mulher do presidente nas mobilizações sindicais no ABC dos anos 1970
André Barbeiro
Presidente Lula (PT) e Janja durante convenção nacional do PT | Divulgação/Ricardo Stuckert
A primeira-dama Janja Lula da Silva foi a primeira a discursar no primeiro ato oficial de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (16), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A participação ocorreu após críticas feitas pelo presidente à falta de mulheres entre os principais oradores da convenção do PT que lançou a sua candidatura.
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Ao subir ao palco, Janja afirmou que representava a “força feminina” e destacou a importância da participação das mulheres na política.
“Nunca estamos sozinhas, porque a luta das mulheres sempre foi coletiva. Porque juntas somos um horizonte infinito”, declarou.
Janja também aproveitou o discurso para homenagear Marisa Letícia Lula da Silva, ex-esposa do presidente, e destacar o papel de mulheres que participaram das mobilizações sindicais do ABC nos anos 1970, mesmo sem ocupar posições de liderança.
“Gostaria de lembrar especialmente de dona Marisa”, afirmou. Segundo Janja, essas mulheres atuavam nos bastidores e eram “o alicerce” para que seus maridos pudessem participar das lutas políticas e sindicais daquele período.
A primeira-dama lembrou ainda que Marisa foi responsável por bordar a primeira bandeira do PT. “É a ela que dedico a minha admiração”, disse.
Segundo ela, a campanha deve representar mulheres com sonhos, desejos e determinação para construir um país com mais oportunidades e dignidade.
Além do discurso, Janja surpreendeu o marido e quem acompanha o evento protagonizando um momento de descontração. A primeira-dama cantou o jingle da campanha de Lula ao lado de um cantor gospel.
Discurso do Lula
Na sequência, Lula subiu ao palco e também fez referências à trajetória pessoal ao lado de Marisa e Janja.
O presidente afirmou que é grato a Deus pela trajetória que teve e agradeceu aos apoiadores que acreditaram que alguém de origem humilde poderia chegar à Presidência da República.
Ao falar sobre a morte de Marisa, Lula disse ter acreditado que sua vida havia chegado ao fim. Em seguida, afirmou que Janja o ajudou a continuar na política.
“Da mesma forma que Deus levou a dona Marisa, Deus me trouxe você [Janja], para ajudar a continuar nessa luta e vencer as batalhas que temos que vencer”, declarou.
Lula terminou a referência à própria trajetória afirmando que chegar à Presidência da República pela terceira vez seria resultado do que chamou de “dedo de Deus” e da confiança dos eleitores.
“Vir de onde eu vim, não morrer de fome e chegar a ser presidente da República três vezes só pode ser o dedo de Deus e a compreensão de vocês”, afirmou.
O tom pessoal marcou a abertura da campanha de Lula, que também deve utilizar a trajetória do presidente como elemento central da estratégia eleitoral.
Janja: “Sem dona Marisa, talvez a história fosse outra”Primeira-dama abriu o primeiro ato de campanha de Lula e lembrou o papel da ex-mulher do presidente nas mobilizações sindicais no ABC dos anos 1970Eleições2026-08-16T17:05:20.582ZA primeira-dama Janja Lula da Silva foi a primeira a discursar no primeiro ato oficial de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (16), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A participação ocorreu após críticas feitas pelo presidente à falta de mulheres entre os principais oradores da convenção do PT que lançou a sua candidatura.
Ao subir ao palco, Janja afirmou que representava a “força feminina” e destacou a importância da participação das mulheres na política.
“Nunca estamos sozinhas, porque a luta das mulheres sempre foi coletiva. Porque juntas somos um horizonte infinito”, declarou.
Janja também aproveitou o discurso para homenagear Marisa Letícia Lula da Silva, ex-esposa do presidente, e destacar o papel de mulheres que participaram das mobilizações sindicais do ABC nos anos 1970, mesmo sem ocupar posições de liderança.
“Gostaria de lembrar especialmente de dona Marisa”, afirmou. Segundo Janja, essas mulheres atuavam nos bastidores e eram “o alicerce” para que seus maridos pudessem participar das lutas políticas e sindicais daquele período.
A primeira-dama lembrou ainda que Marisa foi responsável por bordar a primeira bandeira do PT. “É a ela que dedico a minha admiração”, disse.
Segundo ela, a campanha deve representar mulheres com sonhos, desejos e determinação para construir um país com mais oportunidades e dignidade.
Além do discurso, Janja surpreendeu o marido e quem acompanha o evento protagonizando um momento de descontração. A primeira-dama cantou o jingle da campanha de Lula ao lado de um cantor gospel. Discurso do Lula Na sequência, Lula subiu ao palco e também fez referências à trajetória pessoal ao lado de Marisa e Janja.
O presidente afirmou que é grato a Deus pela trajetória que teve e agradeceu aos apoiadores que acreditaram que alguém de origem humilde poderia chegar à Presidência da República.
Ao falar sobre a morte de Marisa, Lula disse ter acreditado que sua vida havia chegado ao fim. Em seguida, afirmou que Janja o ajudou a continuar na política.
“Da mesma forma que Deus levou a dona Marisa, Deus me trouxe você [Janja], para ajudar a continuar nessa luta e vencer as batalhas que temos que vencer”, declarou.
Lula terminou a referência à própria trajetória afirmando que chegar à Presidência da República pela terceira vez seria resultado do que chamou de “dedo de Deus” e da confiança dos eleitores.
“Vir de onde eu vim, não morrer de fome e chegar a ser presidente da República três vezes só pode ser o dedo de Deus e a compreensão de vocês”, afirmou.
O tom pessoal marcou a abertura da campanha de Lula, que também deve utilizar a trajetória do presidente como elemento central da estratégia eleitoral.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/janja-sem-dona-marisa-talvez-a-historia-fosse-outra